PADRONIZAÇÃO DOS CUIDADOS COM ACESSOS VASCULARES PARA TERAPIA HEMODIALÍTICA: CUIDADO ESSENCIAL DE ENFERMAGEM

PADRONIZAÇÃO DOS CUIDADOS COM ACESSOS VASCULARES PARA TERAPIA HEMODIALÍTICA: CUIDADO ESSENCIAL DE ENFERMAGEM
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PADRONIZAÇÃO DOS CUIDADOS COM ACESSOS VASCULARES PARA TERAPIA HEMODIALÍTICA: CUIDADO ESSENCIAL DE ENFERMAGEM

Andréia Augusto dos Santos[1]; Caroline de Carvalho Siqueira[2] ;  Denise Sória[3] Cuidado de enfermagem; infecção relacionada a cateter INTRODUÇÃO: Desde os primórdios da diálise a limitação das opções de acesso vascular já representava motivo de grande preocupação. O desenvolvimento de técnicas pa...

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Journal Title: Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online
Main Author: Caroline de Carvalho Siqueira
Other Authors: Andréia Augusto dos Santos;
Denise Sória
Palabras clave:
Traslated keyword:
Language: Portuguese
Get full text: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/1061
Resource type: Journal article
Source: Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online; Vol 2, No Suplemento (Year 2010).
DOI: http://dx.doi.org/10.9789/2175-5361.2010.v0i0.%p
Publisher: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Usage rights: Reconocimiento - NoComercial - SinObraDerivada (by-nc-nd)
Subjects: Applied Sciences --> Nursing
Abstract: Andréia Augusto dos Santos[1]; Caroline de Carvalho Siqueira[2] ;  Denise Sória[3] Cuidado de enfermagem; infecção relacionada a cateter INTRODUÇÃO: Desde os primórdios da diálise a limitação das opções de acesso vascular já representava motivo de grande preocupação. O desenvolvimento de técnicas para a confecção de acessos vasculares permanentes teve um papel determinante para que fosse iniciada uma nova era no tratamento dos pacientes com insuficiência renal crônica. No entanto, apesar dos avanços no tratamento da insuficiência crônica terminal, ainda hoje o acesso vascular continua figurando um grande desafio para a nefrologia. É inevitável associar a realização do procedimento hemodialítico à manutenção da vida, uma vez que essa terapêutica substitui funções vitais. Para isso, faz-se necessária a ação da enfermagem, de forma sistemática, nos cuidados para manutenção do cateter venoso para hemodiálise e prevenção de infecção. No Brasil, atualmente existem mais de 500 centros de diálise, atendendo uma população estimada em cerca de 50 mil pacientes. Torna-se extremamente doloroso para o cliente pensar na necessidade de tratamento dialítico, pois exige mudanças no cotidiano, na condição física e psíquica, fato que pode ser melhor administrado caso os cuidados de enfermagem sejam realizados de forma que minimize os riscos, não cause danos e que sejam efetivos, evitando intercorrências e minimizando o sofrimento do cliente. Assim, o enfermeiro, que é o profissional responsável pelos cuidados dedicados a esses clientes, deve possuir embasamento teórico e padronização das condutas realizadas com o cliente, destacando-se com isso, os cuidados relacionados aos acessos vasculares, cuja sua manutenção é essencial para a realização do tratamento dialítico através da hemodiálise. OBJETIVOS: Descrever os cuidados de enfermagem com os diversos tipos de acessos vasculares para hemodiálise; descrever orientações para o autocuidado do paciente com o acesso vascular, contribuir para a prevenção de infecções relacionadas à manipulação do acesso vascular e as complicações relacionadas ao mesmo. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo sobre a sistematização dos cuidados de enfermagem relacionados ao acesso vascular para hemodiálise com a elaboração de rotinas de enfermagem apoiado em revisão da literatura especializada através de livros e meio eletrônico em ambulatório de hemodiálise, realizada por residentes de enfermagem da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro em um Hospital Federal da cidade do Rio de Janeiro no período de março a abril de 2010. RESULTADOS: Existem inúmeras complicações decorrentes da falta de cuidado adequado com o acesso vascular. Tais complicações implicam em perda do acesso, confecção de um novo acesso, uso de antimicrobianos, não realização de hemodiálise, e consequentemente piora clínica do paciente. Foi verificado na literatura que a incidência de infecção relacionada a cateter é maior no acesso femoral quando comparada aos outros sítios de inserção. Assim a terapia antimicrobiana para pacientes com esse tipo de dispositivo tem maior durabilidade e o cateter em veia femoral tem seu tempo de permanência reduzido. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O sucesso da realização de hemodiálise, especialmente em pacientes renais crônicos, depende de um bom acesso venoso. É de extrema importância a preservação do acesso vascular, visto que cada local de acesso de diálise tem um período limitado e cada paciente tem um número limitado de locais potenciais de acesso. A hemodiálise é um procedimento  que necessita de uma assistência de enfermagem altamente especializada e treinada. É de fundamental importância que o enfermeiro se apodere das atualizações relativas aos cuidados relacionados aos acessos vasculares, pois permitirá ao cliente maior aceitação ao tratamento, menor debilidade e maior conforto, prevenindo as complicações e melhorando a sua qualidade de vida. Além disso, propicia ao profissional maior segurança, praticidade, minimização dos erros e acidentes, embasando teoricamente sua conduta profissional. REFERENCIAS: Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução da Diretoria Colegiada - RDC nº. 154 de 15 de Junho De 2004. Brasília, 2004. Estabelece o Regulamento Técnico para o funcionamento dos Serviços de Diálise. DALGIRDAS JT. Manual de diálise. 3ªed. Rio de Janeiro: Medsi; 2003.GALLO, B. M. et. al. Cuidados críticos de enfermagem. 8ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. RIELLA, M.C. Princípios de nefrologia e distúrbios hidroeletrolíticos. 4ª.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2003.SILVA, Lolita Dopico da. Procedimentos de Enfermagem: semiotécnica para o cuidado. Rio de Janeiro: Medsi, p.231-257, 2004.SMELTZER, S. C.; BARE, B. G. Brunner & Suddarth. Tratado de Enfermagem Médico Cirúrgica. 10.ed. v.2 Rio de Janeiro: Guanabara, 2006. [1] Enfermeira Residente do Programa de Residência do Ministério da Saúde / UNIRIO [2] Enfermeira Residente do Programa de Residência do Ministério da Saúde / UNIRIO [3] Dra. em Enfermagem pela EEAN/UFRJ , Profª EEAP-UNIRIO