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Abel Ferreira detona punição do STJD, fala em “injustiça” e projeta ano difícil no Palmeiras

O técnico Abel Ferreira voltou a falar publicamente após a punição aplicada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva e não escondeu a insatisfação. Suspenso por sete jogos no Campeonato Brasileiro após expulsões em partidas contra Fluminense e São Paulo, o treinador fez um desabafo direto ao comentar o episódio.

“Parece que no futebol brasileiro se pode ser tudo, menos Abel”, afirmou.

Até aqui, o comandante já cumpriu quatro partidas de suspensão. O reencontro com a torcida aconteceu na vitória sobre o Jacuipense, pela Copa do Brasil, em um momento que serviu também para reforçar seu posicionamento diante das decisões disciplinares.

Sem entrar em detalhes específicos sobre o julgamento, Abel indicou que as imagens falam por si, e sugeriu que precisa rever sua própria postura à beira do campo.

“Vocês é que têm de ver as imagens. Está muito claro para quem quiser ver. Ontem assisti a um jogo e pensei: se fosse eu ali, seria expulso outra vez. Há decisões difíceis de compreender, situações que interferem diretamente no nosso trabalho. Mas há coisas que não posso mudar, então tenho de mudar eu”, disse.

O retorno do treinador ao banco no Brasileirão está previsto para 17 de maio, quando o Palmeiras enfrenta o Cruzeiro, comandado por Artur Jorge.

Além das críticas à punição, Abel fez um alerta sobre o cenário da temporada e pediu união ao entorno do clube. Segundo ele, o time enfrentará desafios não apenas dentro de campo, mas também fora dele.

“Estou a sentir algo que nunca senti antes. Precisamos estar todos unidos, com um espírito de luta contra tudo e contra todos. O que vemos do outro lado precisa ser dito, em busca da verdade e da igualdade. Prevejo um ano extremamente difícil”, declarou.

Em meio ao clima de tensão, a comissão técnica do Palmeiras adotou uma postura de protesto e deixou de conceder entrevistas coletivas após as partidas. Internamente, há o entendimento de que o clube foi prejudicado pelas decisões do tribunal, o que aumentou o tom de insatisfação nos bastidores.

O episódio amplia a pressão sobre o ambiente palmeirense e adiciona mais um capítulo à relação já conturbada entre arbitragem, tribunais esportivos e protagonistas do futebol brasileiro

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