A vitória do Palmeiras por 2 a 1 sobre o Sporting Cristal, pela Copa Libertadores, garantiu os três pontos, mas deixou um alerta claro no discurso de Abel Ferreira.
Na avaliação do treinador, o resultado poderia ter sido mais confortável. O principal problema? A falta de precisão nas finalizações e em momentos decisivos do jogo.
Durante a entrevista coletiva, Abel foi questionado sobre uma possível “desplicência” da equipe em campo, mas tratou de ajustar o tom. Para ele, a palavra não traduz o que realmente aconteceu.
“Acho que essa palavra é demasiado agressiva para aquilo que eu entendo. Não é desplicência, é capricho. É rendimento, é perceber que precisamos de mais rendimento”, explicou.
O técnico destacou situações específicas em que o time poderia ter sido mais eficiente — especialmente quando tinha o controle da partida e espaço para jogar.
“Quando estás com a bola aberta, sem pressão, não podes falhar um passe. Nos minutos finais, com o jogo dominado, precisamos saber gerir melhor a saída de bola”, analisou.
Outro ponto levantado por Abel foi a leitura de jogo. Segundo ele, entender o contexto de cada momento é essencial para evitar riscos desnecessários, algo que, na visão do treinador, ainda precisa ser ajustado.
“Há momentos em que é preciso perceber o que está a acontecer e controlar o jogo. Às vezes, esses erros acontecem mais por excesso de vontade do que por falta de atenção”, ponderou.
Por fim, o comandante alviverde reforçou uma característica que, segundo ele, define a Libertadores: a imprevisibilidade. Mesmo com domínio, qualquer vacilo pode mudar o rumo da partida.
“Os jogos de Libertadores estão sempre abertos. Basta uma oportunidade, um remate, e tudo muda como aconteceu no gol deles”, concluiu.
Apesar do tom crítico, a fala de Abel também indica um Palmeiras competitivo e consciente de que, para avançar com segurança no torneio, será preciso transformar o volume de jogo em eficiência






