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Palmeiras mantém silêncio e não concede entrevistas após Vitória: Protesto é contra suspensão de Abel Ferreira

O Palmeiras repetiu o gesto de protesto e, mais uma vez, nenhum membro da comissão técnica concedeu entrevista coletiva após a vitória sobre o Athletico-PR, no último domingo (19), no Allianz Parque, pela 12ª rodada do Brasileirão. Assim como aconteceu no clássico contra o Corinthians, a decisão foi comunicada oficialmente pelo clube pouco antes da partida, reforçando o descontentamento com a punição imposta ao técnico Abel Ferreira.

A ausência de entrevistas faz parte de um movimento de repúdio à decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que suspendeu Abel por sete jogos após julgamento realizado na última quarta-feira (15). O treinador foi punido por dois cartões vermelhos recebidos em jogos contra Fluminense e São Paulo. Em um dos casos, a pena foi reduzida de duas para uma partida; no outro, manteve-se a suspensão de seis jogos, totalizando sete partidas fora.

No clássico contra o Corinthians, a decisão de não falar com a imprensa foi tomada em conjunto entre diretoria e comissão técnica, como forma de evitar declarações que pudessem prejudicar o clube antes do julgamento final. Já contra o Athletico-PR, a escolha partiu exclusivamente dos auxiliares de Abel, que consideram a punição uma “injustiça” vinda dos tribunais.

Apesar do silêncio dos bastidores, os jogadores seguiram atendendo normalmente a imprensa na zona mista, mas a ausência dos técnicos na coletiva reforça o clima de insatisfação no clube. “O silêncio, neste caso, fala mais alto do que qualquer palavra”, comentou um integrante da comissão técnica ao ser questionado sobre o protesto.

O Palmeiras entende que a decisão do STJD pode impactar diretamente o desempenho do time em um momento crucial do campeonato, e o protesto silencioso é uma forma de demonstrar descontentamento sem gerar novas polêmicas.

Enquanto Abel cumpre suspensão, a comissão técnica segue à frente do time, mas o clima de revolta permanece. O clube agora espera que o protesto seja compreendido como um recado claro: acredita que foi alvo de tratamento desigual e espera justiça nas próximas decisões do tribunal

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