O tetracampeão mundial Max Verstappen voltou a subir o tom contra o atual regulamento da Fórmula 1. Durante um evento no Teatro Amsterdã, na Holanda, o piloto da Red Bull Racing afirmou que, apesar dos esforços recentes da categoria, ainda há problemas estruturais que precisam ser resolvidos e não descartou deixar o grid nos próximos anos.
A principal crítica do holandês está na crescente dependência do gerenciamento de energia dos carros. Segundo ele, a dificuldade em recuperar carga das baterias tem impactado diretamente o desempenho nas pistas, forçando soluções como o “superclipping”, quando o carro reduz a potência para recarregar, especialmente no fim das retas.
Na prática, isso tem até aumentado o número de ultrapassagens, mas levantado questionamentos sobre a naturalidade das disputas. Parte dos pilotos considera que o atual modelo torna as corridas mais artificiais e, em alguns casos, menos seguras.
Verstappen reconheceu que a Federação Internacional de Automobilismo e a própria Fórmula 1 vêm dialogando com as equipes, reuniões estão previstas durante a pausa de abril, mas foi direto ao apontar que ajustes pontuais não são suficientes.
“O fato de estarmos conversando já é um progresso. Mas, no fundo, há algo errado. Nem todos vão admitir isso publicamente, mas é verdade”, afirmou, em declaração ao jornal De Telegraaf.
Com contrato até 2028, Verstappen ainda não garante que seguirá na categoria até o fim do vínculo. Como alternativa, ele defende uma mudança mais profunda, inclusive com retorno a motores mais tradicionais.
“Se dependesse de mim, voltaríamos aos V8 ou V10”, disse. Atualmente, a Fórmula 1 utiliza motores V6 híbridos, que combinam propulsão elétrica e combustão.
Mesmo cogitando uma saída, o piloto reforçou que deseja ver melhorias no esporte.
“Estou tentando contribuir para ajustes. Mesmo que eu saia em alguns anos, quero que a Fórmula 1 continue sendo um esporte de alto nível”, completou.
Além das críticas técnicas, Verstappen também comentou a saída de um dos nomes mais importantes de sua trajetória: o engenheiro de pista Gianpiero Lambiase. Parceiro direto nos quatro títulos mundiais, o britânico deixará a Red Bull ao fim do contrato para reforçar a McLaren.
Sem rodeios, Verstappen revelou que incentivou a decisão.
“Ele me contou sobre a proposta e eu disse: ‘Você seria estúpido se não aceitasse’. Já conquistamos tudo juntos. Era uma oportunidade excelente, também pensando na família dele”, contou






