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Filha de Maradona acusa equipe médica de manipulação em julgamento: “Foi total e horrível”

O julgamento sobre a morte de Diego Maradona ganhou novos contornos nesta terça-feira (21), com o depoimento de Gianinna Maradona. Em tom emocionado, ela afirmou que a família foi manipulada pela equipe médica responsável pelo ex-camisa 10 nas semanas que antecederam sua morte.

A manipulação foi total e horrível. Eu me sinto como uma idiota, declarou durante a audiência.

Segundo informações do jornal Clarín, Gianinna apontou três profissionais como responsáveis por condutas que podem ter contribuído para o desfecho fatal: o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz.

“ Infelizmente, confiei nessas três pessoas. Eles nos manipularam e deixaram meu filho e meus sobrinhos sem avô”, afirmou.

Ao todo, sete profissionais da área da saúde respondem ao processo. Além dos três citados, também são réus Nancy Forlini, Mariano Perroni, Pedro Pablo Di Spagna e Ricardo Almirón. Caso condenados, eles podem enfrentar penas que variam de 8 a 25 anos de prisão.

Durante o depoimento, Gianinna relembrou o momento em que a equipe médica sugeriu que Maradona seguisse em tratamento domiciliar após a cirurgia cerebral realizada para retirada de um coágulo.

“Disseram que a melhor opção era uma internação domiciliar intensiva. Lembro claramente de um áudio do Luque explicando que, se não funcionasse, haveria outras alternativas. Mas, naquele momento, essa parecia a melhor decisão”, contou.

Ela também afirmou que, à época, a escolha foi feita com base na confiança nos profissionais, mas que hoje enxerga a situação de forma diferente.

“Não foi uma decisão tomada de forma impulsiva. Mas, olhando agora e ouvindo novamente aquelas gravações, não consigo acreditar que não houvesse outro plano ou outra possibilidade sendo considerada”, disse.

Diego Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, enquanto se recuperava da cirurgia, em uma residência onde recebia cuidados médicos. A causa da morte foi apontada como um infarto, segundo exames realizados na época.

O caso segue em julgamento e continua mobilizando a Argentina, reacendendo debates sobre responsabilidade médica, decisões clínicas e os bastidores dos últimos dias de um dos maiores ídolos da história do futebol

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