Bioética: como proteger a dignidade humana da ciência e da tecnologia

Bioética: como proteger a dignidade humana da ciência e da tecnologia
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Bioética: como proteger a dignidade humana da ciência e da tecnologia

Muitas pessoas temem que a ciência e a tecnologia estejam transgredindo domíniosda vida de uma forma que mina a dignidade humana, e estas pessoas vêem isso como umaameaça que precisa ser combatida vigorosamente. Eles estão certos. Existe uma crise real,e carece de nossa atenção agora, antes que dano...

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Journal Title: Lumina
Main Author: Daniel C. Dennet
Palabras clave:
Language: Portuguese
Get full text: https://lumina.ufjf.emnuvens.com.br/lumina/article/view/262
Resource type: Journal article
Source: Lumina; Vol 3, No 1 (Year 2009).
Publisher: Universidade Federal de Juiz de Fora
Usage rights: Reconocimiento (by)
Subjects: Social Sciences --> Communication
Abstract: Muitas pessoas temem que a ciência e a tecnologia estejam transgredindo domíniosda vida de uma forma que mina a dignidade humana, e estas pessoas vêem isso como umaameaça que precisa ser combatida vigorosamente. Eles estão certos. Existe uma crise real,e carece de nossa atenção agora, antes que danos irreparáveis sejam feitos ao frágilambiente de crenças e ações mutuamente compartilhadas sobre o qual uma concepçãopreciosa da dignidade humana de fato depende para sua existência. Vou tentar demonstrarque o problema é real e que as respostas mais favorecidas ao problema estãoprofundamente enganadas e fadadas a falhar. Existe uma solução que tem uma boa chancede sucesso, no entanto, e que emprega princípios que já entendemos e aceitamos emmomentos não tão graves. A solução é natural, razoável e robusta ao invés de frágil, e nãorequer colocar o gênio da ciência dentro da garrafa novamente, visto que isto seriapraticamente impossível. A ciência e a tecnologia podem florescer sem fim enquantoobedecendo princípios restritos que são poderosos o suficiente para assegurar até oendosso não qualificado dos investigadores mais descuidados. Podemos ter dignidade eciência também, mas somente se encararmos o conflito com mentes abertas e um senso decausa comum.