Apontamentos sobre a transposição do romance para o filme Drácula de Bram Stoker

Apontamentos sobre a transposição do romance para o filme Drácula de Bram Stoker
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Apontamentos sobre a transposição do romance para o filme Drácula de Bram Stoker

Drácula de Bram Stoker (Bram Stoker’s Dracula – EUA – 1992 - dirigido por Francis Ford Coppola e roteirizado por James V. Hart), adaptado do romance gótico “Drácula”, do escritor irlandês Bram Stoker, configura-se exemplar para uma discussão do processo de transposição da Literatura para o Cinema. B...

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Journal Title: Lumina
Main Author: Erika Savernini
Palabras clave:
Language: Portuguese
Get full text: https://lumina.ufjf.emnuvens.com.br/lumina/article/view/531
Resource type: Journal article
Source: Lumina; Vol 9, No 2 (Year 2015).
Publisher: Universidade Federal de Juiz de Fora
Usage rights: Reconocimiento (by)
Subjects: Social Sciences --> Communication
Abstract: Drácula de Bram Stoker (Bram Stoker’s Dracula – EUA – 1992 - dirigido por Francis Ford Coppola e roteirizado por James V. Hart), adaptado do romance gótico “Drácula”, do escritor irlandês Bram Stoker, configura-se exemplar para uma discussão do processo de transposição da Literatura para o Cinema. Buscou-se apontar, além das equivalências e diferenças entre os textos e as duas formas artísticas, também a compreensão do contexto de produção e de recepção e da função do texto-alvo como fatores que fundamentam as escolhas criativas. Nesse filme, encontram-se atualizados a essência da narrativa gótica e o imaginário do vampiro no cinema; ou seja relações intersemióticas (entre romance e filme) e intertextuais (entre os filmes, os “textos” do cinema). A personagem do morto-vivo que é, por princípio, dúbio, cumpre no filme de Coppola o papel duplo de heroi e monstro. Sendo toda personagem ficcional o ponto zero das coordenadas espácio-temporais,  essa dubiedade é responsável pelo paralelismo entre a narrativa de horror e o drama romântico.