“Cala a boca, Galvão!”: hegemonia, linguagem e filosofia espontânea das massas

“Cala a boca, Galvão!”: hegemonia, linguagem e filosofia espontânea das massas
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“Cala a boca, Galvão!”: hegemonia, linguagem e filosofia espontânea das massas

Refletir sobre a linguagem, entendida como um campo deluta pela hegemonia político-cultural. A partir de uma perspectivateórica de inspiração gramsciana, pretende-se mostrar que oprocedimento típico da hegemonia burguesa é a subordinação dasfalas populares ao discurso monológico oficial (M. Bakhtin)...

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Journal Title: Lumina
Main Author: Eduardo Granja Coutinho
Palabras clave:
Language: Portuguese
Get full text: https://lumina.ufjf.emnuvens.com.br/lumina/article/view/104
Resource type: Journal article
Source: Lumina; Vol 5, No 1 (Year 2011).
Publisher: Universidade Federal de Juiz de Fora
Usage rights: Reconocimiento (by)
Subjects: Social Sciences --> Communication
Abstract: Refletir sobre a linguagem, entendida como um campo deluta pela hegemonia político-cultural. A partir de uma perspectivateórica de inspiração gramsciana, pretende-se mostrar que oprocedimento típico da hegemonia burguesa é a subordinação dasfalas populares ao discurso monológico oficial (M. Bakhtin). Mostrase,em contrapartida, que a organização de uma cultura contrahegemônicaenvolve esforço de historização daquilo que se impõe,ideologicamente, como uma verdade eterna. Nessa perspectiva,analisa-se um episódio de grande repercussão mundial, envolvendoum representante emblemático do que se pode chamar de “monopólioda fala”: o locutor de programas esportivos Galvão Bueno. Busca-seidentificar, na resistência popular a seu discurso, uma falacarnavalizante que zomba da ordem dominante e das idéiascristalizadas.