VIOLÊNCIA FÍSICA NA EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS: A VISÃO DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM E SERVIÇO SOCIAL

VIOLÊNCIA FÍSICA NA EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS: A VISÃO DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM E SERVIÇO SOCIAL.
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VIOLÊNCIA FÍSICA NA EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS: A VISÃO DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM E SERVIÇO SOCIAL.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS: A violência nem sempre é fácil de ser percebida, gera dor, sofrimento e seus impactos podem ser vistos sob várias formas. Muitos não sabem como é alto o custo de uma violência, além do que já foi perdido, como a integridade de um ser, perde-se milhões dos cofres públicos com...

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Journal Title: Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online
Main Author: Fagner Coelho Romano
Other Authors: Danielle Cristina de castro Simões;
Fabianna olmo Ferreira;
Janice Machado Cunha
Palabras clave:
Traslated keyword:
Language: Portuguese
Get full text: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/1146
Resource type: Journal article
Source: Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online; Vol 2, No Suplemento (Year 2010).
DOI: http://dx.doi.org/10.9789/2175-5361.2010.v0i0.%p
Publisher: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Usage rights: Reconocimiento - NoComercial - SinObraDerivada (by-nc-nd)
Subjects: Applied Sciences --> Nursing
Abstract: CONSIDERAÇÕES INICIAIS: A violência nem sempre é fácil de ser percebida, gera dor, sofrimento e seus impactos podem ser vistos sob várias formas. Muitos não sabem como é alto o custo de uma violência, além do que já foi perdido, como a integridade de um ser, perde-se milhões dos cofres públicos com assistência à saúde. Assim o uso da violência na educação de crianças se tornou um tema relevante já que se trata de um problema de saúde pública. OBJETO DE ESTUDO: A percepção dos acadêmicos de Enfermagem (Enf) e Serviço Social (SSO) da UERJ quanto à violência física como forma de educar crianças.  OBJETIVOS: a) identificar a visão dos acadêmicos de ambos os cursos a cerca da violência como forma de educar crianças; b) relacionar divergências e/ou convergências de opinião entre os dois grupos. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo e exploratório com abordagem qualitativa. A pesquisa teve como cenários a Faculdade de Enf e de SSO da UERJ. Foram entrevistados 7 alunos pertencentes a Faculdade de Enf e 7 pertencentes a Faculdade de SSO. Totalizando 14 entrevistas. Como instrumento de coleta de dados utilizou-se uma entrevista qualitativa semi-estruturada por meio de um roteiro. RESULTADOS: Durante a análise foram identificadas unidades de registros que foram agrupadas em temas e deram origem às subcategorias e categorias. Constatou-se que de um modo geral as visões dos acadêmicos de Enfermagem e Serviço Social  eram semelhantes e confluíram para três categorias: Educação Familiar; Contexto Familiar, Social, Cultural e Econômico e Formação Acadêmica do Enfermeiro e do Assistente Social. Nas entrevistas de acadêmicos da Faculdade de Enfermagem, a primeira categoria caracterizada como Educação Familiar foram registrados 91 URs (17,50%) sendo dividida em 2 subcategorias, a saber Tipos de Educação de Crianças 72URs (13,85%) e Educação dos Pais 19URs (3,65%). Na segunda categoria denominada Contexto Familiar, Social Cultural e Econômico foram encontradas 354 URs (68,08%) apresentadas em 6 subcategorias: Dinâmica Social 28URs (5,38%), Características da Infância 19URs (3,65%), Dinâmica Familiar 109URs (20,96%), Vivências de Violência 102URs (19,62%), Repercussões da Violência 46URs (8,85%) e Tipologia da Violência 50URs (9,62%). A terceira categoria foi Formação Acadêmica do Enfermeiro e do Assistente Social acerca da temática, não houve necessidade de subdividí-la em subcategorias tendo sido agrupadas 75 URs (14,42%), nesta categoria. Na Faculdade de Serviço Social na primeira categoria Educação Familiar registramos 89 URs (20,27%) que foi dividida em 2 subcategorias, a saber Tipos de Educação de Crianças 54 URs (12,30%) e Educação dos Pais 35 URs (7,97%). A segunda categoria caracterizada como Contexto Familiar, Social Cultural e Econômico na qual registramos 304 URs (69,25%), apresentada em 6 subcategorias: Dinâmica Social 35URs (7,97%), Características da Infância 15 URs (3,42%), Dinâmica Familiar 104URs (23,69%), Vivências de Violência 51URs (11,62%), Repercussões da Violência 48URs (10,93%) e Tipologia da Violência 51URs (11,62%). A terceira categoria foi Formação Acadêmica do Enfermeiro e do Assistente Social acerca da temática agrupando-se 46 URs (10,48%).  Durante a análise constatou-se uma quase unanimidade no que se refere a necessidade de uma educação livre de violência, porem varias divergências quanto à melhor forma de educar. Foram encontradas contradições que são explicadas pelas diferenças nas estratégias curriculares de cada curso. Percersebeu-se algumas dificuldades por parte dos acadêmicos de tratar do tema, quando relacionado a sua própria historia de vida. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Discutir o tema violência tanto em Enfermagem quanto em Serviço Social, na Atenção à Saúde da Criança representa um grande desafio, pois é necessário sair do lugar comum, de tratar a violência como assunto meramente teórico e distante da nossa realidade, para buscar a sensibilização dos alunos juntamente com um aprofundamento científico. Diante de todo processo de análise das entrevistas notou-se por parte dos entrevistados de ambos os cursos uma similaridade de opiniões em todas as respostas e com isso emergiram categorias e subcategorias iguais em ambas as análises. Assim, conclui-se com esse trabalho que ambos os cursos necessitam de uma melhor abordagem acerca da temática. E sugere-se que durante os cursos de graduação em enfermagem e em Serviço Social, haja uma melhor abordagem por parte dos docentes acerca da temática educação de crianças e violência contra crianças. Podendo também haver a confecção de cursos que não só abranjam o ambiente universitário, mas também toda a população que são ou um dia serão pais.   REFERÊNCIAS: ATENÇÃO INTEGRAL ÀS DOENÇAS PREVALENTES DA INFÂNCIA, AIDPI. Detecção e Prevenção de Maus-Tratos na Infância no Marco da Atenção Integrada às Doenças Prevalentes da Infância. Módulo de capacitação. Adaptação para o Brasil: set. 2006. Disponível em: Acesso em: 13/10/2009 às 17h00min. BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70, 2000. BRASIL, CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. Lei 8.069 de 13.07.90. Estatuto da Criança e do adolescente. Rio de Janeiro,2008, p.10,12 e 84. ______, MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES 3/2001. Diário Oficial da União. Brasília, 9 de novembro de 2001. Seção 1, p. 37. Disponível em: . Acesso em: 13/10/2009 às 08h34min. 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