GRUPO DE HIPERDIA: EDUCANDO PARA VIDA

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GRUPO DE HIPERDIA: EDUCANDO PARA VIDA

GRUPO DE HIPERDIA: EDUCANDO PARA VIDABrunna  Soares de Souza1Marcela Sfalsin das Chagas2Elisa Santiago da Silva3Cosme Baptista Domingos4             Descritores: Enfermagem, saúde da família, promoção da saúde. INTRODUÇÃO: A sala de espera é um dos meios de sensibilização para o HIPERDIA que é um si...

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Journal Title: Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online
Main Author: Brunna Soares De Souza
Other Authors: Marcela Sfalsin das Chagas;
Cosme Baptista Domingos;
Elisa Santiago da Silva
Palabras clave:
Traslated keyword:
Language: Portuguese
Get full text: http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/959
Resource type: Journal article
Source: Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online; Vol 2, No Suplemento (Year 2010).
DOI: http://dx.doi.org/10.9789/2175-5361.2010.v0i0.%p
Publisher: Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Usage rights: Reconocimiento - NoComercial - SinObraDerivada (by-nc-nd)
Subjects: Applied Sciences --> Nursing
Abstract: GRUPO DE HIPERDIA: EDUCANDO PARA VIDABrunna  Soares de Souza1Marcela Sfalsin das Chagas2Elisa Santiago da Silva3Cosme Baptista Domingos4             Descritores: Enfermagem, saúde da família, promoção da saúde. INTRODUÇÃO: A sala de espera é um dos meios de sensibilização para o HIPERDIA que é um sistema de cadastramento e acompanhamento de hipertensos e diabéticos captados no Plano Nacional de Reorganização da Atenção à Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus, em todas as unidades ambulatoriais do SUS. Além do cadastro, o Sitema permite o acompanhamento, a garantia do recebimento dos medicamentos prescritos, ao mesmo tempo poderá definir o perfil epidemiológico desta população, e o conseqüente desencadeamento de estratégias de saúde pública que levarão à modificação do quadro atual, a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas e a redução do custo social. Segundo o Ministério da Saúde (2010) hipertensão arterial é quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias para se movimentar é muito forte, ficando o valor igual ou maior que 140/90 mmHg ou 14 por 9; e Diabetes Mellitus é uma doença de causa múltipla que ocorre, quando há falta de insulina ou ela não atua de forma eficaz, causando um aumento da taxa de glicose no sangue (Hiperglicemia). A insulina é produzida pelo pâncreas e é essencial para que nosso corpo funcione bem e possa utilizar glicose (açúcar) como principal fonte de energia. Na sala de espera temos um espaço favorável para o profissional de saúde realizar a promoção da saúde e prevenção de agravos, obtendo maior adesão à prática do tratamento de hipertensão e diabetes, por isso a relevância de aproveitar o espaço da sala de espera para fazer essas orientações. O território da sala de espera é o espaço onde os clientes aguardam o atendimento dos profissionais de saúde, é um local dinâmico em que ocorrem movimentações de diferentes pessoas a espera do atendimento. Nesse território enquanto os mesmos aguardam, falam de suas aflições, ansiedades e medos, o que favorece a educação em saúde. Segundo Reveles e Takahashi (2007) na Enfermagem a educação em saúde é um instrumento fundamental para uma assistência de boa qualidade, pois o enfermeiro além de ser um cuidador é um educador, tanto para o paciente quanto para a família, realizando orientações. A Enfermagem atua nessa atividade como um dos principais agentes transmissor de conhecimento para a população, sendo este profissional preparado desde sua graduação para realizar tal atividade com destreza e resolutividade. O profissional enfermeiro desempenha função importante para a população, pois participa de programas e atividades de educação em saúde, visando a melhoria da saúde do indivíduo, da família, e da população em geral, orientando a população, mostrando alternativas para que esta tome atitudes que lhe proporcione saúde e prevena doenças e/ou suas complicações. Considerando o exposto, o presente trabalho busca descrever a experiência positiva e transformadora da prática de educação em saúde, destacando a participação do profissional enfermeiro durante a realização desta atividade. O interesse por esse tema foi baseado na importância dessa atividade para a promoção da saúde, e na experiência bem-sucedida da sala de espera do HIPERDIA, realizado durante o estágio supervisionado, da disciplina estágio curricular I. Este estudo tem como OBJETIVOS: destacar a importância da realização da sala de espera e relatar a experiência do grupo de sala de espera no HIPERDIA, realizado pelos acadêmicos de enfermagem da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa qualitativa do tipo relato de experiência de uma sala de espera, vivenciado durante o estágio supervisionado I da disciplina Estágio Curricular I, do oitavo período do curso de graduação em Enfermagem e Licenciatura da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa (EEAAC) da Universidade Federal Fluminense (UFF). No decorrer da atividade a coleta de dados será realizada através da observação dos usuários e da dinâmica. A atividade educativa foi realizada na Unidade de Saúde da Família Belarina Maria da Silva, no bairro Vale do Sol no município de Itaboraí, do Estado do Rio de Janeiro. A atividade começou às 9 horas da manha na unidade, participaram aproximadamente 20 usuários, onde foi apresentado em forma de cartazes os seguintes assuntos: o que é HIPERDIA, o que é Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus, sinais e sintomas de Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus (DM), no caso de Diabetes Mellitus os tipos, as possíveis complicações de ambas as  patologias, orientamos também sobre alimentação, exercícios, hábitos saudáveis no geral, a importância do uso correto dos medicamentos e como se deve aplicar a insulina, os locais de aplicação e destacamos a importância de estar realizando o rodízio destes locais na prevenção de certas complicações. Após a exposição dos temas os usuários puderam esclarecer suas dúvidas e adquirir mais conhecimentos sobre suas patologias, e ao final foi entregue um material didático (folder) fornecido aos participantes e a unidade de saúde. RESULTADOS: Através da dinâmica apresentada pudemos obter uma excelente interação com os usuários, onde os mesmos ficaram a vontade para esclarecer dúvidas. Onde as principais dúvidas sobre a alimentação, realização de exercícios e rodízio dos locais de aplicação da insulina foram esclarecidas. A interação entre os acadêmicos de enfermagem e os usuários foi muito positiva e de forma muito dinâmica, onde os usuários foram esclarecidos de questionamentos feitos naquele momento. Pudemos perceber também a importância da sala de espera no contexto da educação em saúde, pois graças a mesma as dúvidas dos usuários foram esclarecidas e a partir daí estes tiveram uma maior adesão ao controle da Pressão Arterial e da Glicemia Capilar .Com isso pudemos proporcionar uma melhoria na condições de vida daqueles usuários . CONCLUSÃO: A participação ativa do grupo foi o que proporcionou esses resultados, mostrando que é possível realizar salas de espera em qualquer ambiente, principalmente numa Unidade de Saúde da Família, onde o profissional está em contato direto com a população e conhece melhor suas necessidades. Realizando as salas de espera, estamos proporcionando promoção à saúde da população adscrita e oferecendo uma melhor qualidade na assistência.  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BRASIL, Ministério da Saúde.Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=23617&janela=1 Acessado em: 27/06/10REVELES A.G, TAKAHASHI R.T. Educação em saúde ao ostomizado: um estudo bibliométrico. Revista Esc. Enferm. USP, 2007;41(2),245-50.OLIVEIRA HM, GONÇALVES MJF. Educação em Saúde: uma experiência transformadora. Rev Bras Enferm, Brasília (DF) 2004 nov/dez; 57(6): 761-3.CHAGAS MIO, XIMENES LB, JORGE MSB. Educação em Saúde e interfaces conceituais: representações de estudantes de um curso de enfermagem. Rev Bras Enferm, Brasília 2007 nov-dez; 60(6): 646-50.SILVA KL, SENA RR, GRILLO MJC, HORTA NC, PRADO PMC. Educação em enfermagem e os desafios para a promoção de saúde. Rev Bras Enferm, Brasília 2009 jan-fev; 62(1): 86-91.