Amartya Sen e a responsabilização dos pobres na agenda internacional

Amartya Sen e a responsabilização dos pobres na agenda internacional
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Amartya Sen e a responsabilização dos pobres na agenda internacional

O artigo aborda a convergência política entre o Banco Mundial e a ONU na construção de uma agenda comum para a “redução da pobreza” na década de 1990. No centro desta nova estratégia está a “abordagem das capacidades” elaborada por Amartya Sen. A absorção desta perspectiva pelas agendas i...

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Journal Title: Contemporânea - Revista de Sociologia da UFSCar
Main Author: Tatiana de Amorim Maranhão
Language: Portuguese
Get full text: http://www.contemporanea.ufscar.br/index.php/contemporanea/article/view/396
Resource type: Journal article
Source: Contemporânea - Revista de Sociologia da UFSCar; Vol 6, No 1 (Year 2016).
Publisher: Universidade Federal de São Carlos
Usage rights: Reconocimiento (by)
Subjects: Social Sciences --> Agricultural Economics & Policy
Social Sciences --> Anthropology
Social Sciences --> Cultural Studies
Social Sciences --> Economics
Social Sciences --> Ethnic Studies
Social Sciences --> History of Social Sciences
Social Sciences --> International Relations
Social Sciences --> Political Science
Social Sciences --> Psychology
Social Sciences --> Psychology, Social
Social Sciences --> Social Issues
Social Sciences --> Social Sciences, Interdisciplinary
Social Sciences --> Social Sciences, Mathematical Methods
Social Sciences --> Sociology
Social Sciences --> Urban Studies
Abstract: O artigo aborda a convergência política entre o Banco Mundial e a ONU na construção de uma agenda comum para a “redução da pobreza” na década de 1990. No centro desta nova estratégia está a “abordagem das capacidades” elaborada por Amartya Sen. A absorção desta perspectiva pelas agendas internacionais permitiu uma atenuação das críticas da ONU contra as políticas do receituário do “ajuste estrutural” e uma revisão nas próprias estratégias do Banco para a viabilização de suas reformas liberalizantes. Esta operação permitiu uma redução dos custos políticos de implementação das reformas ainda hoje reiteradamente recomendadas pelos organismos internacionais, garantindo maior efetividade de táticas que tornam os pobres responsáveis por sua própria situação de pobreza.