Brahim Díaz
Díaz terminou a competição como principal goleador, com cinco gols, mas ficou marcado pelo pênalti desperdiçado nos acréscimos do tempo normal da decisão. Na cobrança, o jogador tentou uma cavadinha, defendida pelo goleiro Edouard Mendy, mantendo o placar em 0 a 0 e levando o confronto para a prorrogação. Mesmo aplaudido no caminho até o palco da premiação e consolado pelos companheiros, o atacante demonstrou abatimento. No tempo extra, Pape Gueye marcou logo aos quatro minutos e garantiu o título ao Senegal, que conquistou sua segunda Copa Africana de Nações.
O jogador do Real Madrid sofreu e cobrou a penalidade, mas parou na defesa do goleiro Édouard Mendy. Sem gols no tempo regulamentar, a decisão foi para a prorrogação, e Pape Gueye marcou o gol que garantiu o segundo título continental da história do Senegal. Em mensagem direcionada aos torcedores marroquinos, Brahim lamentou o erro e agradeceu o apoio recebido durante o torneio. “Falhei e assumo totalmente a responsabilidade. Peço desculpas de coração. A dor é grande, mas vou tentar me levantar por todos que acreditaram em mim”, escreveu o atleta, visivelmente abatido após o desfecho da final.
Mesmo com maior controle da posse de bola, a seleção marroquina encontrou dificuldades diante da boa organização defensiva da Tanzânia. O gol da classificação saiu aos 64 minutos, quando Achraf Hakimi acionou Díaz pela direita e o meia do Real Madrid surpreendeu ao finalizar de ângulo fechado para marcar. Antes e depois do gol, as duas equipes criaram chances claras. Marrocos poderia ter ampliado, enquanto a Tanzânia desperdiçou boas oportunidades com Simon Msuva e Feisal Salum. Classificado, Marrocos agora aguarda o vencedor do confronto entre África do Sul e Camarões para conhecer seu adversário nas quartas de final.