A Mercedes-AMG Petronas Formula One Team começou a temporada 2026 da Fórmula 1 em ritmo avassalador. Com três vitórias nas três primeiras corridas, a equipe alemã vê seus dois pilotos protagonizarem uma disputa interna intensa, e, ao mesmo tempo, controlada.
De um lado, o jovem talento Kimi Antonelli, que já soma duas vitórias e vive um início de campeonato impressionante. Do outro, o consistente George Russell, vencedor de uma etapa e também firme na briga pelo topo.
Diante desse cenário, o chefe da equipe, Toto Wolff, adotou uma abordagem clara: liberdade total para competir com uma única regra.
“Ambos podem correr livremente, desde que haja uma margem de segurança entre os carros. Para nós, está tudo bem”, afirmou.
A diretriz é simples, mas estratégica. A Mercedes opta por não interferir na disputa enquanto mantém a vantagem técnica sobre as rivais. A ideia é deixar que o desempenho em pista defina naturalmente quem assumirá o protagonismo na luta pelo título — pelo menos neste início de campeonato.
E, até agora, quem leva a melhor é Antonelli. Após uma vitória marcante no GP do Japão, o italiano não apenas assumiu a liderança do Mundial de Pilotos pela primeira vez na carreira, como também entrou para a história ao se tornar o piloto mais jovem a liderar a Fórmula 1, superando uma marca que pertencia a Lewis Hamilton.
Na classificação atual, Antonelli soma 72 pontos, seguido por Russell, com 63. Logo atrás aparece a dupla da Scuderia Ferrari: Charles Leclerc ocupa a terceira posição, com 49 pontos, enquanto Hamilton é o quarto colocado, com 41.
Apesar do clima de liberdade, a tendência é que o cenário mude ao longo da temporada. Caso a disputa pelo título se afunile ou outras equipes se aproximem, a Mercedes pode ser obrigada a adotar ordens de equipe mais claras.
Por enquanto, o recado está dado: pista liberada, desde que sem colisões






