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FIA aprova mudanças no regulamento da F1 e reduz dependência dos motores elétricos até 2028

FIA aprova mudanças no regulamento da F1 e reduz dependência dos motores elétricos até 2028

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou nesta terça-feira (23) um pacote de mudanças importantes no regulamento da Fórmula 1. As alterações, aprovadas pelo Conselho Mundial do Esporte a Motor (WMSC), foram definidas após reunião em Macau e passam a valer de forma gradual até 2028.

O principal ajuste está na distribuição de potência das unidades híbridas. Desde a introdução do novo regulamento, a divisão entre motor de combustão interna (ICE) e parte elétrica vinha sendo de 53% a 47%. Agora, após críticas de pilotos e equipes, a FIA decidiu reforçar o papel do motor a combustão ao longo dos próximos anos.

O plano prevê que o ICE chegue a 58% da potência em 2027 e alcance 60% em 2028. Paralelamente, também haverá aumento no fluxo de combustível permitido, ampliando a participação dos motores térmicos no desempenho dos carros.

As mudanças surgem após reclamações sobre a gestão de energia, especialmente em situações de recuperação de bateria e uso de estratégias de pilotagem. O tema gerou debate no paddock e chegou a ser citado por pilotos como Max Verstappen, que chegou a criticar a direção do projeto.

Além das alterações técnicas, a FIA também confirmou ajustes no calendário de pré-temporada, que passará a ter quatro dias de testes a partir do próximo ano.

Outras mudanças envolvem segurança e operação das corridas. O sistema de alerta de calor, acionado quando as temperaturas ultrapassam 31°C, poderá ser aplicado de forma mais flexível entre sprint e corrida principal. Já o modo de potência extra (boost) será reativado em condições de chuva e baixa visibilidade, mas com restrições, enquanto o uso para ultrapassagens será desativado nessas situações.

A entidade também aprovou a primeira versão do regulamento técnico de 2027, que inclui ajustes no fornecimento de unidades de potência, regras de voltas de apresentação, distâncias de prova e diretrizes financeiras.

Segundo a FIA, o objetivo das mudanças é equilibrar desempenho, segurança e sustentabilidade na nova era da Fórmula 1.

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