A Conmebol saiu na frente e oficializou, nesta quinta-feira (9), apoio ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, em uma eventual candidatura à reeleição para o ciclo 2027–2031.
Apesar de o dirigente suíço ainda não ter confirmado se disputará um novo mandato, o conselho da entidade sul-americana foi unânime ao respaldar sua continuidade no comando do futebol mundial. A sinalização pública marca a primeira manifestação oficial de uma confederação continental sobre o tema.
Em nota, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, destacou a relação próxima de Infantino com a América do Sul e elogiou sua condução à frente da Fifa. Segundo ele, há reconhecimento pelo “compromisso com o desenvolvimento do futebol sul-americano” e pela atuação global do dirigente.
Infantino assumiu a presidência da Fifa em 2016, sucedendo Sepp Blatter, em um momento de crise institucional da entidade. Desde então, foi reeleito sem concorrência em 2019 e novamente em 2023, consolidando sua liderança.
Durante sua gestão, a Fifa passou por mudanças estruturais importantes, sobretudo na ampliação de torneios. A próxima Copa do Mundo masculina, que será disputada na América do Norte, marcará a estreia do formato com 48 seleções. Já o Mundial feminino de 2023 teve aumento para 32 equipes, ampliando a representatividade da competição.
Por outro lado, a administração de Infantino também enfrenta questionamentos. Críticas recorrentes apontam para desafios na governança da entidade e para o calendário cada vez mais apertado do futebol internacional, tema que tem gerado tensão entre clubes, ligas e jogadores.
Mesmo com esse cenário, o apoio antecipado da Conmebol reforça o peso político de Infantino e pode influenciar o posicionamento de outras confederações nos próximos meses, caso a corrida eleitoral na Fifa seja confirmada






