A vitória do Fluminense por 3 a 1 sobre o Corinthians, na última quarta-feira, ganhou contornos de polêmica fora das quatro linhas. O meia Jefferson Savarino, titular na partida, passou a ser alvo de críticas públicas do compatriota Salomón Rondón, capitão da seleção da Venezuela.
A reação de Rondón veio nas redes sociais, em tom irônico, questionando o fato de Savarino não ter se apresentado à seleção durante a última Data Fifa por questões físicas, mas ter atuado normalmente pelo clube dias depois.
O meia havia sido convocado para amistosos contra Trinidad e Tobago e Uzbequistão, mas foi cortado sob a justificativa de não estar em condições físicas. Durante o período, permaneceu no Rio de Janeiro realizando atividades controladas, com foco na recuperação e na preparação para a sequência intensa de jogos do clube.
A situação gerou forte repercussão e escalou ainda mais após a resposta da esposa do jogador, que saiu em defesa do marido e criticou duramente a postura do capitão venezuelano, acusando-o de contribuir para um ambiente negativo dentro da seleção.
Apesar da polêmica, o planejamento do Fluminense previa justamente a preservação física de Savarino, pensando na maratona de partidas da temporada. O jogador, inclusive, é presença frequente nas convocações da seleção e já enfrentou situações semelhantes anteriormente, quando também foi desconvocado por questões físicas.
O episódio expõe um clima de tensão nos bastidores da seleção venezuelana e levanta questionamentos sobre a gestão interna do grupo. Enquanto isso, Savarino segue à disposição do Fluminense, onde tenta manter o bom desempenho dentro de campo, agora sob os holofotes de uma crise que ultrapassou o futebol e ganhou repercussão internacional.






