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Roger Machado desabafa após vitória do São Paulo: pressão da torcida pesa, afeta elenco e treinador promete não desistir

Mesmo com a vitória sobre o Juventude pela ida da quinta fase da Copa do Brasil, o técnico Roger Machado deixou a entrevista coletiva visivelmente abatido. O comandante do São Paulo abriu o jogo sobre o momento turbulento, marcado por forte cobrança externa, e garantiu que não pensa em deixar o cargo, mesmo diante de um cenário que ele próprio classificou como “pesado”.

Roger fez questão de separar o ambiente interno, que descreveu como saudável, da pressão vinda de fora, que, segundo ele, já começa a refletir dentro de campo.

“ O ambiente de trabalho é muito bom, mas é claro que a pressão externa sobre o treinador acaba chegando nos jogadores. Na Sul-Americana, precisei pedir mais calma para eles. Estavam ansiosos, muito por conta das críticas direcionadas a mim”, explicou.

Experiente, o técnico relembrou sua trajetória no futebol para contextualizar o momento atual. Com mais de três décadas no esporte, ele afirmou que já enfrentou situações semelhantes, mas reconheceu que o contexto atual no clube tem tornado tudo mais intenso.

“ São 33 anos nesse meio. Já vivi momentos de pressão que passaram e outros que não passaram. Eu sigo acreditando no trabalho e na possibilidade de reverter esse cenário”, afirmou.

Apesar do resultado positivo, Roger revelou frustração com o placar apertado e, principalmente, com o ambiente de contestação que, segundo ele, não começou agora.

“Gostaria de entender melhor o torcedor. Essa cobrança não começou com os resultados recentes, ela já existia antes da minha chegada e só aumentou nesses 40 dias. Criamos chances para um placar mais amplo, mas saio hoje com um sentimento de tristeza”, desabafou.

O treinador também levantou a possibilidade de estar sendo avaliado além do desempenho em campo, citando o momento institucional do clube como fator que pesa na análise externa.

“ Tenho a sensação de que o julgamento vai além dos resultados. O contexto do clube entra nessa conta, e isso gera insegurança, tira a tranquilidade. Mas sigo confiando que isso vai mudar”, disse.

Em tom mais pessoal, Roger revelou como tem lidado com a pressão fora das quatro linhas. Ao mencionar a família, reforçou que desistir não é uma opção.

“ Sempre me questiono, mas penso no exemplo que deixaria para minhas filhas. Em um momento difícil como esse, desistir não faz parte. Vou seguir trabalhando até que a direção entenda que não sou mais o nome ideal”, declarou

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