O empate em 1 a 1 com o Girona, nesta sexta-feira, no Santiago Bernabéu, caiu como uma bomba no ambiente do Real Madrid. Em plena reta final da La Liga 2025/26, o resultado não só aumentou a pressão sobre o elenco como também esfriou, quase de vez, as chances de título diante do Barcelona.
Com 70 pontos, o time merengue agora vê o rival catalão abrir seis de vantagem, podendo chegar a nove, já que o Barça ainda entra em campo na rodada e tem um jogo a menos. Faltando apenas sete partidas para o fim do campeonato, o cenário é tratado pela imprensa espanhola como praticamente irreversível.
Os principais jornais do país não aliviaram nas críticas. O “Marca” classificou a atuação como um “fiasco”, especialmente às vésperas do confronto decisivo contra o Bayern de Munique, pela Champions League. Já o “As” foi direto: ou o Real reage em Munique, ou encara o “abismo”. Na Catalunha, o “Mundo Deportivo” falou em “fracasso”, enquanto o “Sport” destacou que a equipe parece atuar “em uma dimensão paralela”.
Dentro de campo, o desempenho reforçou a insatisfação. A torcida, impaciente, vaiou o time em diferentes momentos, com maior intensidade após o apito final. Entre os mais criticados esteve Camavinga, substituído na segunda etapa, sob protestos das arquibancadas.
O empate também escancara um problema recorrente: o Real Madrid chegou ao quarto jogo consecutivo sem balançar as redes no primeiro tempo. Além disso, a equipe soma três partidas seguidas sem vitória, derrotas para Mallorca e Bayern, além do tropeço desta sexta.
De olho na Champions, o técnico optou por rodar o elenco, repetindo apenas Lunin, Vinicius Júnior e Mbappé entre os titulares em relação ao duelo contra o Bayern. Ainda assim, a estratégia não trouxe o resultado esperado e aumentou a desconfiança em um momento decisivo da temporada.
Agora, toda a atenção se volta para o confronto na Alemanha, que pode definir não apenas o futuro do Real na Champions, mas também o rumo emocional da equipe na reta final da temporada. Pela La Liga, o próximo compromisso será apenas no dia 21 de abril, contra o Alavés.
Pressionado, vaiado e em desvantagem na tabela, o Real Madrid entra na semana mais decisiva do ano cercado de dúvidas, e com cada vez menos margem para errar







