Com 23 gols, atacante supera marca anterior, celebra trajetória no clube e reforça conexão com a cidade e a torcida
O atacante Pablo Thomaz alcançou um feito histórico com a camisa do Maricá F.C. Ao marcar no último domingo contra o Nova Iguaçu, o jogador se tornou o maior artilheiro da história do clube, chegando a 23 gols em 45 partidas e superando a marca de Jonathan Chula.
Mais do que os números, o recorde representa uma trajetória construída com trabalho, perseverança e forte identificação com o clube e a cidade. Desde que chegou ao Tsunami, em 2024, Pablo consolidou seu nome como uma das principais referências da equipe.
“Chegar a essa marca é muito gratificante, pelo reconhecimento do clube e da torcida. E espero que não pare por aqui”, afirmou o atacante.
Gols que marcaram a trajetória
Entre os momentos mais especiais, Pablo relembrou o primeiro gol com a camisa do Maricá, em sua estreia diante da torcida, contra o Olaria, quando marcou duas vezes.
“Eu estava ansioso, era minha estreia em casa. Consegui fazer dois gols e ali começou uma história muito bonita”, recordou.
Outro gol inesquecível foi na semifinal da Série A2 contra o Audax, quando marcou de fora da área, no último minuto, garantindo a classificação.
“Foi um gol muito bonito, mas principalmente decisivo. Acho que ali realmente marquei meu nome na história do clube”, destacou.
Já o gol do título da Copa Rio, também contra o Olaria, teve um significado especial.
“Não foi o mais bonito, mas foi o que nos deu vantagem na final. Depois confirmamos o título em casa. É um gol que guardo com muito carinho”, disse.
O gol histórico contra o Nova Iguaçu, que o colocou no topo da artilharia do clube, também teve um peso simbólico.
“Foi uma alegria enorme. Não é qualquer marca, ainda mais em um momento de reconstrução do clube”, completou.
Identificação com o clube e a cidade
Pablo Thomaz não esconde a ligação que construiu com o Maricá F.C e com a cidade.
“Hoje eu não vejo o clube só como trabalho. Aprendi a amar o Maricá e a cidade. Eu e minha esposa até pensamos em morar aqui depois que eu parar de jogar. Vir para o clube é como chegar em casa”, revelou.
Muito além dos gols
Capitão da equipe, o atacante reforça que sua contribuição vai além de balançar as redes.
“O torcedor quer o gol, e isso é natural. Mas eu nunca vou deixar de correr e lutar. Estou aqui para ajudar o grupo. Tento ser um exemplo dentro de campo, alguém que não desiste”, afirmou.
Família como base
Fora de campo, Pablo destaca a importância da família em sua carreira, especialmente em momentos difíceis.
“Minha esposa Mariane e meus filhos são tudo para mim. Teve um momento no Coritiba em que pensei em parar, e foi ela quem me deu forças para continuar. Hoje, ver a felicidade deles após um gol vale mais do que qualquer coisa”, contou.
Olhar voltado para o futuro
Mesmo com a marca histórica, o atacante mantém o foco nos objetivos coletivos da temporada.
“Queremos o acesso na Série D e recolocar o Maricá na elite do Carioca. O grupo sempre vem em primeiro lugar. Quando o coletivo cresce, o individual aparece”, destacou.
Agradecimento à torcida
Por fim, Pablo fez questão de reconhecer o papel da torcida na trajetória do clube.
“A torcida é nosso 12º jogador. Jogar no João Saldanha é sempre especial. Só tenho a agradecer pelo carinho comigo e com a minha família. Vamos dar o nosso melhor para conquistar coisas grandes juntos”, concluiu






