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“Janela de seleções” cresce antes da Copa 2026 e Fifa registra onda de mudanças de nacionalidade

Uma movimentação incomum tem chamado atenção no futebol internacional às vésperas da Copa do Mundo FIFA 2026. Longe das tradicionais negociações entre clubes, o cenário atual é marcado por trocas de nacionalidade esportiva. Desde fevereiro, a FIFA passou a disponibilizar uma plataforma oficial para registrar mudanças de associação de jogadores entre seleções, e o volume de pedidos tem crescido rapidamente.

Somente desde o início de março, quase cem alterações foram registradas. Parte delas envolve atletas que buscaram defender países participantes da repescagem mundial, em busca de vaga no torneio. Um dos exemplos é o atacante Joël Piroe, nascido na Holanda, mas com ascendência surinamesa, que passou a representar a Seleção do Suriname e já atuou na repescagem.

Outro movimento observado é o “retorno às origens”. A Seleção Austríaca ganhou reforços recentes com Paul Wanner e Carney Chukwuemeka, ambos nascidos no país, mas que haviam defendido seleções de base de Alemanha e Inglaterra, respectivamente. Sem espaço nas equipes principais, optaram pela mudança e já estrearam na última Data Fifa, com destaque para Chukwuemeka, que marcou na goleada sobre Gana.

O fenômeno também tem sido explorado por seleções africanas. A Seleção Marroquina, semifinalista da Copa de 2022, é um dos principais exemplos. A federação tem investido na captação de atletas com dupla nacionalidade, muitos deles formados na Europa, fortalecendo o elenco com foco nas próximas edições do Mundial, incluindo 2026 e 2030, quando o país será uma das sedes.

A tendência reforça uma nova dinâmica no futebol global, em que identidade, oportunidade e planejamento estratégico ganham protagonismo na montagem das seleções nacionais.

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