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Griezmann vive despedida do Atlético de Madrid, admite fase difícil e mira reta final com ambição na Champions

O ciclo de Antoine Griezmann no Atlético de Madrid caminha para o fim, e cada partida parece carregar um peso especial. Às vésperas do duelo contra o Barcelona, pelas quartas de final da Liga dos Campeões da UEFA, o atacante francês foi o centro das atenções e falou abertamente sobre o momento que vive dentro e fora de campo.

Mesmo longe do status de titular absoluto, Griezmann segue sendo peça relevante no elenco. Na atual temporada, soma 44 jogos, com 13 gols e quatro assistências. Ainda assim, os números refletem uma mudança de protagonismo: ele começou no banco em mais da metade das partidas e tem média de apenas 46 minutos por jogo, bem abaixo de temporadas anteriores.

Na Champions, porém, o impacto continua. São dois gols e três assistências, mantendo o francês como uma das armas do time em jogos decisivos.

Durante a coletiva, Griezmann não escondeu as dificuldades recentes, especialmente no aspecto mental.

“Março foi um mês difícil para mim. Tinha grandes expectativas e não consegui reagir da forma certa. Em vez de buscar soluções, acabei travando. Mas aprendi muito com isso. Mesmo aos 35 anos, sigo evoluindo e me sinto forte mentalmente”, afirmou.

Com o futuro já definido, o atacante viverá uma nova etapa na carreira. Ele defenderá o Orlando City, da MLS, na próxima temporada — contrato já assinado. A despedida, portanto, acontece enquanto o jogador ainda luta por títulos importantes com o Atleti.

Além da Champions, o clube ocupa a quarta posição em La Liga e disputará a final da Copa do Rei contra a Real Sociedad, equipe onde Griezmann iniciou sua trajetória profissional.

Maior artilheiro da história do Atlético, com 211 gols em quase 500 jogos, o francês construiu uma relação profunda com o clube e com o técnico Diego Simeone, que fez questão de demonstrar carinho durante a coletiva.

“Eu o considero um amigo, amo muito esse cara. Vamos aproveitar o máximo possível juntos. Mas você sabe: se não correr, está fora”, brincou o treinador, arrancando risos.

Simeone também destacou a evolução recente do atacante e revelou ajustes táticos, como a utilização mais centralizada, que ajudaram na retomada de desempenho.

O confronto contra o Barcelona carrega, além do peso esportivo, um simbolismo especial. Historicamente, o Atlético leva vantagem nos encontros entre os clubes na Champions, incluindo eliminações marcantes em 2013/14 e 2015/16, temporada em que Griezmann brilhou com 32 gols e foi decisivo contra o rival

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