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Copa do Mundo 2026: novo formato, 48 seleções e mais chances de zebra prometem revolucionar o torneio

A Copa do Mundo de 2026 está oficialmente completa. Após o encerramento da última Data Fifa, foram definidos os 48 países que disputarão o principal torneio do futebol mundial, em uma edição histórica que promete mudar a dinâmica da competição.

Pela primeira vez, o Mundial será realizado em três sedes, Estados Unidos, México e Canadá, e contará com um número recorde de participantes. A expansão obrigou a FIFA a reformular completamente o regulamento.

Com 48 seleções divididas em 12 grupos de quatro equipes, a fase inicial ganha um peso estratégico ainda maior. Diferente das edições anteriores, em que apenas os dois primeiros avançavam, agora 32 seleções seguirão para o mata-mata.

Além dos líderes e vice-líderes de cada grupo, os oito melhores terceiros colocados também garantirão vaga nas oitavas de final. A mudança amplia as possibilidades de classificação e aumenta o nível de competitividade, especialmente para seleções consideradas intermediárias.

O novo modelo pode favorecer campanhas inesperadas. A história recente das Copas mostra que favoritos nem sempre confirmam o status dentro de campo.

Na Copa do Mundo de 2014, por exemplo, a então campeã Espanha foi eliminada ainda na fase de grupos, após chegar ao torneio embalada por conquistas importantes, como a Eurocopa 2008, a Copa do Mundo de 2010 e a Eurocopa 2012.

Na mesma edição, seleções tradicionais como Itália e Portugal também caíram precocemente.

Já na Copa do Mundo de 2022, a tetracampeã Alemanha foi eliminada na fase de grupos, assim como o bicampeão Uruguai. A Bélgica, apontada como uma das favoritas, também decepcionou.

O modelo adotado para 2026 não é exatamente uma novidade no futebol internacional. A Eurocopa já utiliza um sistema semelhante, classificando alguns terceiros colocados para a fase eliminatória.

E foi justamente esse formato que permitiu uma das campanhas mais curiosas da história recente: o título de Portugal na Eurocopa 2016.

Liderada por Cristiano Ronaldo, a seleção portuguesa avançou ao mata-mata sem vencer nenhum jogo na fase de grupos , empatou com Hungria, Islândia e Áustria, classificando-se como terceira colocada. Ainda assim, cresceu na fase eliminatória e conquistou o título ao vencer a França na final.

Com mais seleções, mais jogos e um regulamento que amplia as chances de classificação, a Copa do Mundo de 2026 promete ser uma das mais imprevisíveis da história.

A combinação entre favoritos pressionados e seleções emergentes com novas oportunidades cria um cenário ideal para surpresas. Se por um lado as potências seguem como candidatas ao título, por outro, o novo formato abre espaço para campanhas inesperadas, e até históricas.

A contagem regressiva já começou, e tudo indica que o Mundial de 2026 será marcado não apenas pelo tamanho, mas também pela imprevisibilidade.

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