O empate sem gols entre Corinthians e Palmeiras, neste domingo (12), na Neo Química Arena, ganhou desdobramentos graves fora das quatro linhas. Após o apito final, os dois clubes trocaram acusações de agressão envolvendo jogadores e funcionários, e o caso deve parar na Justiça.
Em nota oficial, o Corinthians afirmou que dois atletas do elenco foram agredidos por seguranças do Palmeiras. Os jogadores citados são Gabriel Paulista e Breno Bidon, que, segundo o clube, irão registrar ocorrência no Juizado Especial Criminal (Jecrim), com suporte do departamento jurídico.
Do outro lado, o Palmeiras também se posicionou e fez acusação semelhante. O clube alviverde alega que o atacante Luighi foi agredido por um funcionário do Corinthians na área de acesso aos vestiários, enquanto se dirigia para o exame antidoping. O jogador também deve formalizar denúncia no Jecrim.
O ambiente já era de tensão desde o início do clássico, que terminou em 0 a 0, mas ficou marcado por confusões e expulsões, especialmente do lado corintiano.
A primeira ocorreu ainda no primeiro tempo. Aos 35 minutos, André recebeu cartão vermelho direto após um gesto obsceno, em lance que começou com falta de Andreas Pereira.
Na etapa final, a situação do Corinthians se complicou de vez. Aos 23 minutos, Matheuzinho também foi expulso após atingir Flaco López com a mão fechada, deixando a equipe com dois jogadores a menos.
As denúncias cruzadas aumentam ainda mais a tensão em torno do clássico paulista e devem gerar investigação nos próximos dias. Com ambas as partes dispostas a levar o caso ao Jecrim, o episódio promete desdobramentos tanto no âmbito esportivo quanto judicial






