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CBF quer endurecer punições contra acusações de “roubo” e mudar cultura no futebol brasileiro

A Confederação Brasileira de Futebol decidiu comprar uma briga antiga no futebol nacional: o uso recorrente de termos como “roubo” e “assalto” para criticar a arbitragem. A entidade defende uma mudança de postura, e, principalmente, punições mais duras para quem fizer esse tipo de acusação publicamente.

A proposta faz parte de um pacote de medidas discutido recentemente com clubes das Séries A e B, em um encontro que também abordou a criação de uma futura liga única no país. A ideia é que as novas diretrizes comecem a ser aplicadas já nesta edição do Campeonato Brasileiro, com respaldo do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

O objetivo da CBF é claro: reduzir o clima de desconfiança e pressão sobre a arbitragem, que muitas vezes se intensifica após declarações fortes de jogadores, técnicos e dirigentes.

Na prática, isso significa punições mais severas para quem insinuar favorecimento ou erro intencional por parte dos árbitros. A entidade entende que críticas são legítimas, mas acusações de má-fé precisam ser tratadas com mais seriedade.

Ao mesmo tempo, a CBF reforça que esse movimento precisa caminhar junto com investimentos na arbitragem,tanto na profissionalização quanto em tecnologia, como o aguardado impedimento semiautomático.

O tema também está no radar do STJD, que reconhece uma certa leniência histórica nesses casos. Muitas vezes, termos como “roubo” acabam sendo tratados como parte da cultura do futebol, sem consequências práticas.

Agora, a intenção é padronizar as punições e criar critérios mais objetivos. Um dos pontos discutidos é a “escala de responsabilidade”, que leva em conta o papel de quem faz a declaração:

  • Jogadores: infração grave ao sugerir manipulação ou intenção
  • Técnicos: punição ainda mais rigorosa pelo impacto público
  • Dirigentes: maior severidade, por estarem fora do campo e representarem instituições

A lógica é simples: quanto maior a influência e a distância do gramado, maior deve ser a responsabilidade, e, consequentemente, a punição.

O movimento não mira apenas clubes e personagens do jogo. A arbitragem também entra na equação. A CBF quer árbitros mais firmes no controle disciplinar das partidas, reduzindo interrupções e reclamações excessivas.

Hoje, o futebol brasileiro é um dos que mais sofre com paralisações por protestos, em comparação com ligas como a Premier League, La Liga e Bundesliga

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