A Confederação Brasileira de Futebol deu mais um passo em direção à criação de uma liga unificada no país. Em reunião realizada nesta segunda-feira com representantes dos 40 clubes das Séries A e B, a entidade apresentou um estudo e sugeriu um cronograma para consolidar o projeto, atualmente dividido entre os blocos comerciais Libra e LFU.
A proposta prevê a construção do novo modelo ao longo de 2026, com coleta de sugestões até julho, ajustes e aprovação entre agosto e setembro, e definição do estatuto e estrutura comercial até o fim do ano. A expectativa é que a liga esteja organizada antes do término dos atuais contratos de transmissão, válidos até 2029.
Durante o encontro, realizado no Rio de Janeiro, a CBF destacou que o futebol brasileiro ainda está atrás das principais ligas europeias, como a Premier League, a La Liga e a Bundesliga, em aspectos como calendário, qualidade de jogo, infraestrutura, marketing e sustentabilidade financeira.
Segundo a entidade, o produto “futebol brasileiro” é subvalorizado, apesar do grande potencial de mercado. Um dos dados apresentados aponta que a receita da liga nacional é inferior a um terço da Bundesliga, mesmo com o Brasil tendo população muito superior e maior número de clubes na elite.
A CBF também defende que, antes de discutir a divisão de receitas, principal ponto de conflito entre os clubes, é necessário aumentar o valor total gerado pelo futebol. Entre os problemas identificados estão a predominância de jogos noturnos, questões de segurança nos estádios e baixa presença de público em comparação com ligas europeias.
Além disso, temas sensíveis devem ser debatidos na futura liga, como o uso de gramados sintéticos, a possível redução do número de rebaixados e a limitação de jogadores estrangeiros por partida.
A criação de uma liga unificada é vista como um passo estratégico para modernizar a gestão do futebol brasileiro e aproximá-lo dos padrões das principais competições internacionais.






