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Buffon deixa seleção italiana após nova ausência na Copa do Mundo e aprofunda crise da Azzurra

A saída de Gianluigi Buffon da estrutura da Seleção Italiana marca mais um momento delicado na reconstrução do futebol do país. O ex-goleiro anunciou sua demissão nesta quinta-feira (2), logo após a derrota para a Bósnia, resultado que confirmou a terceira ausência consecutiva da Itália em Copas do Mundo.

Em um pronunciamento emocionado, Buffon afirmou que a decisão foi tomada de forma imediata, ainda sob o impacto do resultado negativo. Segundo ele, a escolha foi “espontânea” e refletiu a frustração coletiva vivida por torcedores, atletas e profissionais envolvidos com a seleção. O ídolo também revelou que aguardou a saída do então presidente Gabriele Gravina para oficializar sua posição, destacando a importância de abrir espaço para uma nova gestão.

Apesar do fracasso esportivo, Buffon ressaltou avanços nos bastidores durante sua passagem. Ele destacou o trabalho realizado ao lado de Gennaro Gattuso, com foco na reconstrução do espírito de equipe e na integração entre as categorias de base e o time principal.

Outro ponto enfatizado foi a tentativa de modernizar o desenvolvimento de talentos no país, com a implementação de um modelo baseado em meritocracia e maior especialização técnica, buscando fortalecer o projeto a médio e longo prazo.

Mesmo com o desfecho frustrante, Buffon demonstrou gratidão pela oportunidade de seguir contribuindo com a seleção em uma nova função. Ele classificou a experiência como intensa e enriquecedora, ainda que marcada por um “doloroso epílogo”.

A crise atual amplia um jejum preocupante: a Itália não disputa uma Copa do Mundo desde 2014. Desde então, a Azzurra acumula decepções e mudanças estruturais na tentativa de retomar o protagonismo no cenário internacional.

Ao encerrar sua mensagem, Buffon reforçou sua ligação histórica com a equipe e deixou um recado simbólico aos torcedores: “Forza Azzurri sempre.”

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