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Abel Ferreira concorda com pênalti contra o Palmeiras, mas alfineta VAR e critica gramado após empate na Libertadores

O empate do Palmeiras em 1 a 1 com o Junior Barranquilla, na Colômbia, pela Copa Libertadores, não passou sem análise crítica de Abel Ferreira. Após a partida, o treinador português reconheceu a penalidade marcada contra sua equipe, mas aproveitou a coletiva para fazer uma cobrança indireta à arbitragem de vídeo, e também ao estado do gramado.

O lance que originou o gol colombiano gerou debate. Maurício tentou tirar o pé em uma dividida dentro da área, mas acabou tocando o adversário. Chamado pelo VAR, o árbitro revisou a jogada e assinalou o pênalti.

Para Abel, a decisão foi correta, mas não sem uma provocação.

“Vê-se claramente que o Maurício tenta tirar o pé, mas há o contato. Parece que este ano o VAR vai funcionar. Isso é bom, porque no ano passado não funcionou”, afirmou.

Sem citar diretamente, o técnico fez referência à final da Libertadores de 2025, quando o Palmeiras reclamou de um lance envolvendo Pulgar, do Flamengo, que não foi revisado pelo VAR.

Além da arbitragem, Abel Ferreira também comentou sobre o comportamento do adversário em campo. Segundo ele, o Junior surpreendeu ao adotar uma linha defensiva mais baixa e reforçada, o que dificultou o jogo do Palmeiras, principalmente no primeiro tempo.

“Não estava à espera de uma linha de cinco, às vezes seis, até sete jogadores atrás. Isso nos obrigou a arriscar mais de fora da área”, explicou.

O treinador reconheceu que o time colombiano entrou mais intenso e agressivo nos minutos iniciais, mas destacou a melhora do Palmeiras ao longo da partida.

“Eles começaram melhor, mais frescos. Mas a partir dos 30 minutos, o jogo foi nosso. Criamos bastante, faltou transformar isso em mais um gol”, avaliou.

Outro ponto que incomodou Abel foi o estado do gramado do Estádio Olímpico de Cartagena. Mesmo após reforma recente, o técnico considerou as condições abaixo do ideal, especialmente para um time que busca propor o jogo.

“O gramado estava difícil, muito alto. Isso prejudica quem precisa construir e criar jogadas”, reclamou.

Apesar do domínio em boa parte do confronto e do volume ofensivo apresentado, o Palmeiras deixou a Colômbia apenas com um ponto, algo que, na visão do treinador, poderia ter sido diferente.

“Parabéns ao adversário, que soube se fechar e aproveitar a oportunidade. Mas é uma competição dura, onde cada detalhe conta. Saímos com a sensação de que poderíamos ter levado mais”, concluiu.

O resultado mantém o Palmeiras bem posicionado no grupo, mas reforça a necessidade de maior eficiência para transformar desempenho em vitórias na sequência da Libertadores

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