
A decisão da Fifa de suspender os efeitos do cartão vermelho de Folarin Balogun ganhou novos desdobramentos. Nesta terça-feira (7), deputados do Parlamento Europeu protocolaram um pedido de investigação contra o presidente da entidade, Gianni Infantino, por suspeita de interferência política no caso.
A iniciativa é liderada pelos eurodeputados Barry Andrews, Lara Wolters e Niels Fuglsang, que questionam a legalidade da decisão que permitiu ao atacante dos Estados Unidos disputar a partida contra a Bélgica. Segundo eles, a medida comprometeu a integridade da competição e teria sido influenciada por um pedido do presidente norte-americano Donald Trump.
Em nota conjunta, os parlamentares classificaram a decisão como uma "perversão da justiça esportiva" e afirmaram que a Fifa cedeu à pressão política. Até o momento, o documento já recebeu o apoio de 35 integrantes do Parlamento Europeu.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e, inicialmente, cumpriria suspensão automática na fase seguinte. No entanto, a Fifa aplicou o Artigo 27 do Código Disciplinar e suspendeu a punição por um período probatório de um ano, liberando o atacante para enfrentar a Bélgica. A federação belga recorreu da decisão, mas teve o pedido rejeitado antes da partida.
O episódio também provocou reação na União Europeia. O comissário para o Esporte, Glenn Micallef, afirmou que decisões esportivas não devem sofrer influência de líderes políticos. Dentro de campo, porém, Balogun teve atuação discreta, e os Estados Unidos acabaram derrotados por 4 a 1 pela Bélgica, sendo eliminados da Copa do Mundo.



