
A decisão da Fifa de suspender a punição do atacante Folarin Balogun e liberá-lo para defender os Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo provocou forte reação no futebol europeu. A medida, que tornou o jogador apto para enfrentar a Bélgica, foi duramente criticada pela Uefa, pela Federação Belga e até pelo ex-presidente da Fifa, Sepp Blatter.
Segundo a Associated Press, a revisão do caso ocorreu após um pedido da Casa Branca ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. Em nota, a Uefa classificou a decisão como "inédita, incompreensível e injustificável", defendendo que a suspensão automática após cartão vermelho é uma regra fundamental para garantir a igualdade da competição.
A Federação Belga informou que estuda medidas jurídicas, enquanto Thomas Tuchel ironizou a situação ao questionar até onde decisões desse tipo podem chegar. Já Sepp Blatter afirmou que punições disciplinares "não podem ser revertidas por influência política".
A Fifa justificou a medida com base no artigo 27 do Código Disciplinar, que permite suspender sanções em caráter probatório. O mesmo dispositivo já havia sido utilizado anteriormente no caso de Cristiano Ronaldo. Caso Balogun cometa uma infração semelhante dentro do período de um ano, a suspensão voltará a valer automaticamente.



