
A poucos dias da cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026, a Cidade do México vive um cenário de tensão. Protestos de moradores, professores e comerciantes tomaram diferentes regiões da capital, enquanto os altos preços dos ingressos geram críticas e afastam parte da população local do principal evento do futebol mundial.
Nas proximidades do Estádio Azteca, moradores protestaram contra os impactos das obras realizadas para o Mundial, alegando problemas no abastecimento de água e aumento da especulação imobiliária. Já sindicatos de professores bloquearam importantes vias da cidade em manifestações por reajuste salarial e mudanças nas regras de aposentadoria.
No centro histórico, comerciantes também demonstraram insatisfação após a instalação de barreiras de segurança na região do Zócalo, onde será realizada a FanFest. Segundo representantes do setor, as restrições provocaram prejuízos milionários para os negócios locais.
Outro tema que tem gerado repercussão é o preço dos ingressos. Com a adoção da tarifa dinâmica e a revenda oficial autorizada pela Fifa, algumas entradas para jogos no Estádio Azteca chegaram a custar quase 11 mil dólares, valor que supera R$ 55 mil na cotação atual.
Apesar das manifestações, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, garantiu que a abertura do torneio ocorrerá normalmente. O Estádio Azteca receberá o jogo inaugural entre México e África do Sul e entrará para a história como o primeiro estádio a sediar partidas de três Copas do Mundo diferentes.




