
A República Democrática do Congo confirmou que sua seleção está liberada para disputar a Copa do Mundo após receber aval da FIFA e das autoridades sanitárias dos Estados Unidos em meio ao surto de Ebola no país africano.
Segundo o governo congolês, toda a delegação cumprirá os protocolos exigidos pelos norte-americanos, incluindo períodos de isolamento e preparação fora do território da RDC. A medida foi adotada após a World Health Organization alertar para um risco “muito alto” de disseminação da cepa Bundibugyo do vírus, com mais de mil casos suspeitos registrados.
Para evitar problemas de entrada nos Estados Unidos, a federação local cancelou treinos em Kinshasa e transferiu a preparação da equipe para a Europa. Parte da comissão técnica completará os 21 dias de isolamento exigidos antes do embarque para o Mundial.
“Os Leopardos estão prontos e seguros”, afirmou a embaixadora congolesa nos EUA, Yvette Kapinga Ngandu.
A maioria dos jogadores da seleção atua no futebol europeu, fator considerado importante para reduzir o risco de exposição ao vírus.
A seleção congolesa disputará sua primeira Copa do Mundo em 52 anos e ficará baseada em Houston durante o torneio. A estreia será no dia 17 de junho contra Portugal, pelo Grupo K. Depois, a equipe encara Colombia e Uzbekistan na sequência da fase de grupos.




