
A menos de um mês da abertura da Copa do Mundo de 2026, a Cidade do México vive uma corrida intensa para concluir obras de mobilidade e infraestrutura antes da chegada de milhões de turistas ao torneio.
Reformas em estações de metrô, corredores urbanos e aeroportos transformaram parte da capital mexicana em um grande canteiro de obras. Enquanto o governo defende as intervenções como essenciais para modernizar a cidade, moradores reclamam dos transtornos diários causados pelas mudanças.
Na movimentada Calzada de Tlalpan, operários trabalham na construção de um corredor para pedestres e ciclistas com quase dois quilômetros de extensão. O projeto provocou interdições, congestionamentos e reclamações de quem vive na região. “Entendemos que a cidade quer causar uma boa impressão aos visitantes, mas está tudo muito caótico”, relatou uma moradora local.
O sistema de metrô também passa por reformas em estações estratégicas como San Antonio Abad e Auditorio, que recebem melhorias em plataformas, entradas e estruturas visuais. Parte da população, porém, critica a prioridade dada à estética em vez de investimentos estruturais mais amplos.
As mudanças chegam ainda ao Aeroporto Internacional Benito Juárez, onde obras têm causado atrasos e dificuldades para passageiros. Mesmo diante das críticas, o governo mexicano garante que tudo estará pronto para a abertura do Mundial, marcada para 11 de junho.
A Copa de 2026 será disputada em conjunto por México, Estados Unidos e Canadá. A capital mexicana receberá cinco partidas, incluindo o jogo de abertura entre México e África do Sul.




