
A polêmica envolvendo Folarin Balogun voltou aos holofotes da Copa do Mundo de 2026. Segundo o jornal norte-americano The Times, a decisão de cancelar a suspensão do atacante dos Estados Unidos foi tomada exclusivamente por Mohammad Al Kamali, presidente do Comitê Disciplinar da Fifa, sem consulta aos demais integrantes do órgão.
Embora o regulamento permita que um único membro julgue determinados casos, a condução do processo chamou atenção por envolver uma decisão de grande impacto. A revogação permitiu que Balogun atuasse normalmente nas oitavas de final contra a Bélgica, mesmo após ter sido expulso na vitória sobre a Bósnia.
A Federação Belga contestou a medida, mas teve o recurso rejeitado antes da partida. O caso também gerou repercussão fora do futebol. O comissário da União Europeia para o Esporte, Glenn Micallef, criticou qualquer possibilidade de interferência política em decisões esportivas, enquanto o presidente da Fifa, Gianni Infantino, reforçou que os órgãos disciplinares da entidade atuam de forma independente.
Dentro de campo, porém, a decisão não mudou o desfecho do confronto. Bem marcado pela defesa belga, Balogun teve atuação discreta, e os Estados Unidos acabaram derrotados por 4 a 1, dando adeus à Copa do Mundo.




