O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan voltou a Mogadíscio nesta quarta-feira (10) e foi recebido com homenagens após ser impedido de entrar nos Estados Unidos para atuar na Copa do Mundo de 2026.
Recepcionado por torcedores e autoridades locais, Artan agradeceu o apoio da Fifa, da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da população da Somália, mas evitou comentar os detalhes que levaram à negativa de sua entrada em território americano.
Ele estava prestes a fazer história como o primeiro árbitro somali escalado para uma Copa do Mundo. No entanto, acabou barrado pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos no último fim de semana.
O governo americano afirmou que a decisão estaria relacionada a supostas ligações com pessoas investigadas por envolvimento com organizações terroristas. O árbitro, porém, preferiu adotar um tom conciliador ao retornar ao país.
"O que aconteceu, aconteceu. Sou grato pelo apoio que recebi", declarou. Em seguida, deixou uma mensagem de esperança aos jovens somalis: "Não percam a fé no nosso país. A Somália é nossa, nos momentos bons e ruins."
Eleito árbitro africano do ano em 2025, Artan encerra de forma amarga o sonho de participar do maior torneio do futebol mundial, mas retorna à Somália como símbolo de orgulho nacional.




