Antes do confronto decisivo contra o Phoenix Suns pelo play-in da National Basketball Association, o clima no vestiário do Golden State Warriors foi de silêncio e respeito. A equipe entrou em quadra ainda impactada pela morte de Oscar Schmidt, ícone do basquete mundial, que faleceu na última sexta-feira (17), aos 68 anos, após uma parada cardiorrespiratória.
Em coletiva, o técnico Steve Kerr fez questão de ir além do protocolo e compartilhou uma lembrança pessoal com o brasileiro, uma história que atravessa décadas e revela o tamanho do legado deixado por Oscar.
O episódio remonta ao Mundial de 1986, quando Estados Unidos e Brasil se enfrentaram na semifinal. Durante a partida, Kerr sofreu uma grave lesão no ligamento cruzado anterior (LCA). Foi então que, em meio à disputa, veio um gesto que ele nunca esqueceu: Oscar o ajudou a sair de quadra.
“Ele me carregou nos braços até a saída. Foi algo incrível , relembrou Kerr, visivelmente emocionado. Era um jogador maravilhoso, com uma mentalidade impressionante. Fiquei muito triste com a notícia”.
O treinador também aproveitou para enviar uma mensagem direta aos fãs brasileiros, em nome da franquia de San Francisco, reconhecendo a importância de Oscar para o esporte.
Acostumado a trabalhar com um dos maiores arremessadores da história, Stephen Curry, Kerr não hesitou ao traçar um paralelo entre o astro atual e o brasileiro.
Segundo ele, Oscar Schmidt possuía uma mentalidade rara, aquela confiança inabalável de quem não pensa duas vezes antes de arremessar.
“ Ele era um dos maiores arremessadores que já vi. Não tinha medo. Essa mentalidade lembra muito a do Curry”, destacou.
A homenagem, simples e sincera, transformou o momento pré-jogo em algo maior do que o basquete. Foi um reconhecimento à altura de um dos maiores nomes da história do esporte, cuja influência ultrapassa gerações e fronteiras






