O Chicago Bulls anunciou na última segunda-feira (30) a dispensa do armador Jaden Ivey por “conduta prejudicial à equipe”, em meio a uma forte polêmica envolvendo declarações do jogador nas redes sociais.
A decisão veio após uma transmissão ao vivo de cerca de 45 minutos no Instagram, na qual Ivey fez comentários considerados homofóbicos ao criticar a postura da NBA em apoio ao Mês do Orgulho LGBTQIA+. Durante a live, o atleta questionou as campanhas da liga e gerou ampla repercussão negativa.
Horas depois de ser dispensado, Ivey voltou a se manifestar publicamente, contestando a justificativa da franquia e alegando que suas opiniões pessoais foram o verdadeiro motivo da demissão.
A situação ganhou ainda mais repercussão quando o jogador citou diretamente Stephen Curry, astro do Golden State Warriors, colocando em dúvida sua postura religiosa e criticando sua imagem pública.
De acordo com a emissora ESPN, o comportamento de Ivey já vinha causando desconforto interno. Companheiros e membros da comissão técnica teriam se incomodado com a frequência e o teor de seus discursos, muitas vezes longos e com forte viés religioso, abordando temas como depressão, aborto e críticas culturais dentro do ambiente do vestiário.
A dispensa acontece em um momento delicado para o Bulls, que já não possui mais chances de classificação para os playoffs da temporada 2025/26. A equipe ocupa a 12ª colocação na Conferência Leste, com campanha de 29 vitórias e 46 derrotas, sem possibilidade matemática de alcançar o Charlotte Hornets, atual 10º colocado e último na zona de play-in.
O caso reforça o debate sobre limites entre liberdade de expressão e responsabilidade profissional no esporte, especialmente em ligas que têm ampliado sua atuação em pautas sociais.






