A WTA saiu em defesa das jogadoras que pedem mais privacidade fora das quadras durante os torneios, após a repercussão das imagens de Coco Gauff quebrando a raquete depois da derrota para Elina Svitolina, nas quartas de final do Australian Open. A tenista norte-americana buscou um local longe das câmeras para desabafar, mas acabou sendo filmada, o que gerou críticas entre atletas do circuito.
Jogadoras como Iga Swiatek, Jessica Pegula e Amanda Anisimova se manifestaram publicamente, destacando o desconforto com a exposição em áreas que deveriam ser reservadas. A presidente da WTA, Valerie Camillo, afirmou que as reclamações são legítimas e que a entidade reconhece a necessidade de limites claros.
“É um pedido humano e justo. As atletas precisam de espaços para se recuperar sem se sentirem constantemente observadas”, declarou Camillo nesta quinta-feira (29), reforçando o compromisso da WTA em ouvir as jogadoras e adotar medidas.
A Tennis Australia explicou que as câmeras foram instaladas para aproximar o público das atletas, mas garantiu que irá rever o posicionamento dos equipamentos. Segundo a WTA, ajustes já vêm sendo feitos para reduzir a presença de câmeras fora das quadras, e a entidade pediu que outros torneios e emissoras adotem práticas semelhantes.