O chefe da Mercedes na Fórmula 1, Toto Wolff, fez duras críticas aos rivais nesta segunda-feira (2) ao acusá-los de levantar suspeitas infundadas sobre a legalidade do novo motor da equipe por meio de reuniões e cartas confidenciais à FIA. A polêmica surge às vésperas da nova era técnica da categoria, marcada por uma das maiores mudanças de regulamento dos últimos anos.
Especulações apontam que Mercedes e Red Bull estariam explorando uma suposta brecha nas regras relacionada à expansão térmica de componentes, o que poderia colocar em desvantagem equipes com motores Ferrari, além de Audi e Aston Martin, esta última com propulsores Honda. Wolff, no entanto, negou qualquer irregularidade.
“Está tudo claro e transparente no regulamento. A comunicação com a FIA sempre foi positiva”, afirmou o dirigente, que criticou a postura dos adversários. “Em vez de se organizarem melhor, fazem reuniões secretas e tentam inventar testes que não existem.”
O austríaco ainda sugeriu que as reclamações podem servir como desculpa antecipada para resultados abaixo do esperado. A FIA, por sua vez, minimizou a controvérsia e afastou a possibilidade de protestos que atrapalhem a abertura da temporada, no GP da Austrália, em 8 de março.
Segundo Wolff, dados iniciais de testes indicam um equilíbrio maior entre as equipes, reduzindo o temor de uma nova era de ampla dominância, como a vivida pela Mercedes a partir de 2014, quando conquistou oito títulos seguidos de construtores.