O tetracampeão mundial Max Verstappen voltou a subir o tom contra o novo regulamento técnico da Fórmula 1, especialmente no que diz respeito ao sistema de recuperação e entrega de energia dos carros. As mudanças, pensadas para ampliar a eficiência e reforçar o compromisso com a sustentabilidade, seguem dividindo opiniões no paddock.
Desde os primeiros testes, equipes e pilotos têm manifestado preocupação com o desempenho e a dirigibilidade dos novos modelos. Verstappen, que já havia classificado a sensação ao volante como “antinatural”, reiterou sua insatisfação e defendeu uma guinada mais radical no conceito atual.
“ Não quero que nos aproximemos da Fórmula E. Precisamos continuar sendo Fórmula 1. Não aumentem a bateria; na verdade, livrem-se dela e foquem em um bom motor. Deixem a Fórmula E ser a Fórmula E”,declarou o piloto da Red Bull em coletiva.
Do outro lado, a Federação Internacional de Automobilismo admite que ajustes podem ocorrer. O diretor técnico da FIA, Nicholas Tombazis, reconheceu que as críticas já eram previstas desde as simulações realizadas no ano passado.
Segundo ele, as primeiras impressões na pista, durante os testes no Bahrein, foram menos negativas do que o cenário apontado anteriormente nos simuladores, mas ainda há pontos sensíveis a serem avaliados.
“Estamos atentos aos comentários, inclusive os de Max. Se for necessário, podemos discutir mudanças com equipes e fabricantes de motores”, afirmou Tombazis.
Apesar da abertura ao diálogo, eventuais alterações não devem acontecer de imediato. A FIA pretende analisar o comportamento dos carros em condições reais de corrida antes de qualquer decisão formal. Ajustes regulatórios dependem de aprovação dentro do processo de governança da categoria.
Com o início da temporada se aproximando, a tendência é que o novo pacote técnico seja colocado à prova nas primeiras etapas do campeonato, enquanto o debate sobre o equilíbrio entre performance e sustentabilidade segue em pauta na principal categoria do automobilismo mundial.