Tre Johnson brilha contra Booker, rejeita rótulos e mostra maturidade precoce no Wizards
“Não quero ter o Devin como referência direta para o meu jogo. Para ser sincero, não quero ser comparado a ninguém. Isso cria expectativas que não desejo para a minha carreira. Mas, ao rever os vídeos dessa partida, posso extrair algumas coisas do que ele faz e usar a meu favor”, afirmou o calouro após o duelo.
O confronto direto com Booker aconteceu na noite de segunda-feira e serviu como um cartão de visitas de Johnson na NBA. Em apenas 25 minutos em quadra, ele anotou 24 pontos e foi perfeito nos arremessos de três, convertendo todas as cinco tentativas. Apesar da derrota do Wizards, o desempenho chamou atenção, inclusive porque o novato marcou dois pontos a mais do que o astro do Phoenix Suns, mesmo com dez minutos a menos em ação e 11 arremessos a menos tentados.
Ao falar sobre Booker, Johnson destacou um aspecto específico que pretende incorporar ao seu jogo: a inteligência para buscar faltas. “Observar o Devin ajuda muito porque ele sabe cavar faltas e chegar à linha de lance livre. Ele entende como punir defesas agressivas. Isso é algo que preciso desenvolver, porque os marcadores usam muito as mãos contra mim. Tem coisas ali que posso aprender”, explicou.
A atuação sólida rendeu elogios do técnico Brian Keefe, que vê no jovem um talento em clara ascensão. “O Tre tem uma habilidade natural para infiltrar, criar jogadas e pontuar. Ele sabe chegar aos espaços que quer em quadra e lê bem o jogo para construir seus arremessos. Gostei muito do que vi hoje. Dá para perceber que ele cresce e ganha confiança a cada partida”, avaliou o treinador.
Os 24 pontos representaram o recorde pessoal de Johnson na liga e marcaram sua sexta partida consecutiva com pontuação em dígitos duplos. Para Keefe, o momento é de consolidação. “Não sei exatamente quantos jogos seguidos ele tem, mas é visível que está encontrando o ritmo. Foi incrível vê-lo evoluir dessa forma”, completou.
O duelo contra o Suns também simbolizou um avanço importante em outro aspecto: a consistência física e mental em jogos consecutivos. Foi apenas a segunda vez que Johnson atuou em noites seguidas na NBA, e o desempenho contrastou bastante com a primeira experiência, ainda em novembro, quando marcou apenas nove pontos em 13 arremessos diante do Dallas Mavericks.
Segundo o próprio jogador, a evolução passa por aprendizado e foco diário. “Eu apenas aproveitei o que a defesa de Phoenix me ofereceu. O CJ McCollum me falou como jogos em back-to-back exigem concentração máxima. Você acorda já pensando no jogo daquela noite. Isso ajuda a manter o ritmo e a cabeça no basquete”, concluiu o novato.
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