Thiago Galhardo, de 36 anos, está oficialmente sem clube. O atacante obteve decisão favorável na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF, e conseguiu rescindir unilateralmente seu contrato com o Santa Cruz, que tinha validade até o fim de 2026.
O pedido de desligamento foi feito no início de novembro, com Galhardo alegando atrasos de dois meses de salário, um mês de direito de imagem e ausência de depósitos de FGTS. Após ser notificado, o Santa Cruz regularizou o FGTS, mas a medida não evitou a ruptura contratual, os salários de setembro e outubro continuam pendentes. A decisão é definitiva e não permite recurso.
Notificado no dia 18, o clube ainda tentou um acordo com o atacante, que era esperado na reapresentação do elenco na terça-feira (25), mas não compareceu, surpreendendo a diretoria e a SAF. Agora, ambas as partes devem voltar a negociar para estabelecer um acerto financeiro. A ação movida pelo jogador é estimada em mais de R$ 3 milhões.
A rescisão foi amparada pelo Artigo 90, parágrafos 1º e 3º, da Lei Geral do Esporte, que autoriza o rompimento unilateral após dois meses de salários atrasados, exatamente a situação enfrentada por Galhardo.
O empresário do atleta, Flávio Trivella, afirmou ao ge que o atacante tentou resolver o impasse internamente antes de recorrer à CNRD.
“Ele agiu dentro da lei. Não fez nada errado. Não tem essa de que ‘saiu pela porta dos fundos’. Ele tentou falar com várias pessoas. A surpresa é o Santa Cruz dizer que não sabia”, declarou.
Trivella reforçou que o jogador buscou diálogo em todas as frentes: “Galhardo ligou para um, para outro, passou para a SAF, para o clube, e nada foi resolvido. Ele tem que receber, independente do salário. Ele abraçou o projeto, foi artilheiro com sete gols, foi líder, foi midiático.”
Com a decisão, Galhardo está livre para acertar com qualquer equipe.