O técnico Renato Gaúcho voltou a expor sua insatisfação com a maratona de jogos do futebol brasileiro. Após a derrota para o Bahia, na Fonte Nova, o comandante do Fluminense demonstrou preocupação com o desgaste físico dos atletas e usou a lesão de Samuel Xavier como exemplo do cenário. O lateral-direito sentiu dores na coxa esquerda e precisou ser substituído logo aos 11 minutos do primeiro tempo.
Em coletiva, Renato destacou que a equipe enfrenta um calendário sufocante, com compromissos simultâneos em três competições.
“Não temos o tanque cheio desde o Mundial. Conversamos diariamente com os jogadores, com o departamento médico e os fisiologistas para entender as condições reais de cada um”, afirmou.
O treinador detalhou ainda a rotina de recuperação dos atletas, ressaltando que o tempo entre as partidas é insuficiente.
“O jogador que atua faz recuperação no dia seguinte. Dois dias depois, treina 15 a 20 minutos para tentar se recompor 48 horas antes do próximo jogo. Depois, faz um treino rápido e já vai para campo novamente. É um ciclo muito apertado”, explicou.
Renato também reforçou que o rodízio no elenco é inevitável e não se trata de privilégio do Fluminense.
“Tem clubes disputando duas competições, às vezes só uma, e mesmo assim os treinadores mudam quatro ou cinco jogadores. A exigência é grande para todos”, concluiu.