Prestianni nega injúria racial contra Vini Jr. e admite ofensa homofóbica em depoimento à Uefa

Aline Feitosa
O atacante Gianluca Prestianni apresentou sua versão à UEFA sobre a acusação de ter chamado Vinícius Júnior de “macaco” durante o duelo entre Benfica e Real Madrid, pela UEFA Champions League.

Segundo apuração da ESPN, o argentino afirmou no inquérito que utilizou a palavra “maricón”,termo homofóbico em espanhol, e não “mono”, que significa macaco.

Após a partida, no Estádio da Luz, o volante Aurélien Tchouaméni declarou que Prestianni teria usado a expressão homofóbica. “O Vinícius nos disse que foi chamado de macaco. Depois, o jogador afirmou que disse ‘viado’. Isso não pode acontecer”, afirmou o francês.

Já Kylian Mbappé relatou que o termo racista teria sido repetido cinco vezes durante a discussão.

O episódio ocorreu na última terça-feira (17), após um desentendimento em campo. Vinicius comunicou a ofensa à arbitragem, que acionou o protocolo antirracismo da Uefa e paralisou a partida. Após a retomada, Prestianni seguiu no jogo.

A entidade abriu investigação para apurar o caso. De acordo com o regulamento disciplinar da Uefa, ofensas de cunho racista ou homofóbico podem resultar em suspensão de 10 partidas ou mais.

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