Atual campeã mundial, a McLaren iniciará a temporada 2026 da Fórmula 1 com postura cautelosa. Segundo o chefe da equipe, Andrea Stella, Ferrari e Mercedes despontam como possíveis referências neste começo de campeonato.
A escuderia de Woking defende os títulos conquistados no ano passado, quando Lando Norris encerrou a hegemonia de quatro temporadas de Max Verstappen, da Red Bull Racing. Agora, o time britânico busca o terceiro Mundial de Construtores consecutivo.
Stella avaliou como positivos os testes de pré-temporada no Bahrein e em Barcelona. Foram 1.108 voltas completadas e, de acordo com o dirigente, todos os objetivos técnicos foram atingidos. “Evoluímos em confiabilidade e conseguimos tornar o carro mais rápido”, afirmou, em comunicado divulgado antes do GP da Austrália, em Melbourne, etapa que abre o calendário.
Apesar do otimismo demonstrado por Norris e pelo australiano Oscar Piastri, o chefe da equipe foi direto ao apontar forças do grid. “Os suspeitos de sempre, Ferrari, McLaren, Mercedes e Red Bull, estão à frente. Dentro desse grupo, acreditamos que Ferrari e Mercedes tenham uma pequena vantagem”, disse.
Para o início da temporada, Stella comparou a estratégia a um time de futebol jogando de forma reativa. “Vamos começar de maneira um pouco defensiva, explorando os contra-ataques”, resumiu. O modelo que correrá em Melbourne será praticamente o mesmo visto nos testes, com pequenas atualizações aerodinâmicas e foco na redução de peso.
A temporada marca ainda o início de uma nova era técnica na Fórmula 1, com mudanças profundas em motores e chassis e maior protagonismo do componente elétrico. Stella reconheceu que o impacto pode alterar o perfil das corridas e exigirá ajustes para manter o espetáculo competitivo e acessível aos torcedores.