Kompany alerta para êxodo de talentos da Bundesliga diante da força financeira da Premier League
Na última janela de transferências, nomes de peso trocaram a Alemanha pelo futebol inglês. Jeremie Frimpong e Florian Wirtz se juntaram ao Liverpool, Benjamin Sesko acertou com o Manchester United, enquanto Hugo Ekitike também partiu. O próximo pode ser Nick Woltemade, do Stuttgart, que negocia com o Newcastle.
Para Kompany, a explicação é simples: dinheiro.
“Quando subi com o Burnley para a Premier League, de repente havia 100 milhões de libras só em cota de TV para um clube recém-promovido. O orçamento saltava de 20 ou 25 milhões para 120 ou 130 milhões, o que na Bundesliga significa competir com os seis ou oito melhores times”, explicou.
Enquanto os clubes alemães dividirão pouco mais de 1 bilhão de euros por ano no próximo ciclo de direitos de TV, a Premier League distribui mais de três vezes esse valor anualmente. O belga destacou o impacto direto dessa diferença:
“Quando o Sunderland compra jogadores, está tirando do Leverkusen e competindo com o Milan. Essa é a realidade que a Inglaterra construiu com os direitos de transmissão”.
Apesar das perdas frequentes, Kompany acredita que a Bundesliga seguirá como celeiro de talentos.
“Hoje, os jogadores já não ficam cinco ou seis anos na Alemanha antes de ir para a Inglaterra.
Permanecem um ou dois anos, no máximo. Isso garante renovação constante. Qualidade não vai faltar, mas é um debate que a liga precisa encarar se quiser manter suas estrelas por mais tempo”, concluiu.
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