A Federação Internacional de Judô (IJF) anunciou, nesta quinta-feira (27), que atletas da Rússia voltarão a competir com bandeira, hino e demais símbolos nacionais a partir do Grand Slam de Abu Dhabi, que ocorre entre sexta (28) e domingo (30). Desde 2022, após o agravamento da guerra contra a Ucrânia, os judocas russos estavam restritos ao status de atletas neutros.
A mudança acompanha a decisão recente de restituir completamente a representação de atletas da Bielorrússia, aliado estratégico da Rússia no conflito. Segundo a IJF, a medida busca garantir condições “igualitárias” de participação.
Em comunicado oficial, a entidade destacou que a Rússia “historicamente tem sido uma potência no judô mundial” e que sua reintegração plena “deve enriquecer a competição em todos os níveis”. A federação reforçou que a decisão está alinhada aos princípios de justiça, inclusão e respeito previstos na Carta Olímpica.
A IJF reiterou ainda que o esporte deve permanecer distante de pressões políticas, defendendo que atletas não podem ser responsabilizados por ações de seus governos. “O esporte é uma das últimas pontes que unem pessoas em contextos de conflito. Nosso dever é proteger o judô e seus competidores”, afirmou a entidade.
O Comitê Executivo votou pela liberação após avaliar que suas salvaguardas éticas e mecanismos de integridade são suficientes para evitar o uso político do esporte. “O judô é guiado por valores de paz, união, amizade e respeito, princípios que não podem ser contaminados por agendas geopolíticas”, reforçou a nota.
Com a decisão, a IJF busca reafirmar seu papel global e sua postura de governança baseada em transparência e equidade.
“O judô sempre promove amizade, respeito, solidariedade e paz”, concluiu a federação.