Pep Guardiola não buscou desculpas após a surpreendente derrota do Manchester City por 2 a 0 para o Bayer Leverkusen, nesta terça-feira (25), pela Champions League. Em um gesto raro, o técnico assumiu que errou ao promover uma reformulação quase completa na equipe titular.
Guardiola fez dez mudanças em relação ao time que enfrentou o Newcastle na Premier League e deixou no banco nomes fundamentais, como Erling Haaland, artilheiro do Inglês com 14 gols e autor de cinco tentos na Champions nesta temporada.
“Houve mudanças demais”, admitiu logo na abertura da entrevista coletiva. “Numa temporada tão longa, com jogos a cada dois ou três dias, quero envolver todo mundo. Mas talvez eu tenha ido além da conta, e o resultado mostra isso.”
O técnico explicou que tomou a decisão pensando na maratona de jogos que o City encara, incluindo compromissos nacionais, Champions e Data Fifa. Haaland, segundo ele, é um dos atletas que mais sofrem com o desgaste, já que também carrega a responsabilidade de decidir pela seleção norueguesa.
“Pensei pelo meu instinto. A equipe vinha treinando bem, com ótimas vibrações. Em casa, na Champions, em boa posição… Decidi arriscar. Mas percebi que foi demais”, declarou. “Não dá para exigir que o Erling jogue 95 minutos em todos os jogos. Temos Fulham, Sunderland, Real Madrid… é uma sequência brutal.”
Guardiola também avaliou que os jogadores escalados sentiram o peso da ocasião.
“A sensação é de que jogaram para não errar, para não prejudicar o time. Assim, você não consegue jogar solto.”
A derrota encerrou uma longa série de 23 partidas de invencibilidade do City como mandante na fase inicial da Champions League. A equipe caiu para o sexto lugar, com 10 pontos após cinco jogos, posição que ainda a mantém entre os oito primeiros, que avançam automaticamente às oitavas.
Mesmo assim, Guardiola não demonstrou preocupação para o duelo decisivo contra o Real Madrid, no dia 10 de dezembro.
“Temos tempo para nos prepararmos”, finalizou.