A Fórmula 1 dará um passo histórico rumo à sustentabilidade na temporada de 2026. Pela primeira vez, os carros da categoria utilizarão combustível 100% renovável, produzido de forma sintética a partir da captura de carbono. A iniciativa faz parte do plano da categoria de alcançar a neutralidade de carbono até 2030.
Com o novo regulamento técnico, que elimina combustíveis fósseis, os carros poderão reduzir em até 60% as emissões de gases de efeito estufa. A mudança integra um pacote mais amplo de transformações nos carros que entrarão em vigor a partir de 2026.
Apesar dos benefícios ambientais, o custo do novo combustível chama atenção. Cada litro pode custar entre US$ 170 e US$ 300 (aproximadamente R$ 895 a R$ 1.580, na cotação atual).
Segundo o diretor técnico da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jan Monchaux, o preço elevado reflete o alto nível de tecnologia envolvido no desenvolvimento do produto.
Os carros de Fórmula 1 têm tanques com capacidade para até 100 litros, volume suficiente para completar uma corrida. Com isso, abastecer um único carro pode custar até US$ 30 mil, o equivalente a mais de R$ 150 mil. Como cada equipe conta com dois pilotos, o gasto com combustível por corrida pode ser ainda maior.