De aposta milionária a saída precoce: Jornal destaca a passagem de Endrick pelo Real Madrid

Aline Feitosa
Contratado por 60 milhões de euros e apresentado no Santiago Bernabéu diante de cerca de 45 mil torcedores, Endrick deixou o Real Madrid e acertou um empréstimo ao Lyon em meio a um cenário de poucas oportunidades. A situação do jovem atacante brasileiro foi analisada em profundidade pelo jornal espanhol As, que classificou sua passagem pelo clube merengue como um processo que se tornou “insustentável”.

De acordo com o levantamento do diário, Endrick esteve em campo por apenas 11% dos minutos totais possíveis desde que chegou à Espanha. Os números evidenciam um contraste marcante entre desempenho e utilização. Mesmo com média de um gol a cada 135 minutos, índice superior ao de diversos titulares, o brasileiro não conseguiu convencer os treinadores que passaram pelo Real Madrid.

Na temporada de estreia, ainda sob o comando de Carlo Ancelotti, o atacante participou de apenas 13% do tempo disponível. Em um período de 196 dias, Endrick não atuou mais de 20 minutos em nenhuma partida, desconsiderando os jogos da Copa do Rei.

“O garoto de 18 anos que movimentou 60 milhões de euros… Um diamante que chorou no estádio. Mas, a partir dali, tudo começou a dar errado. O balão murchou. Tudo virou um mistério”, escreveu o As, em um trecho do artigo.

Intitulada “O estranho caso de Endrick”, a reportagem também destacou que a chegada de Xabi Alonso ao comando técnico não representou uma mudança positiva para o brasileiro. Pelo contrário: o espaço do atacante diminuiu ainda mais. Na temporada 2025/26, Endrick participou de apenas 4,5% dos minutos possíveis, 99 de um total de 2.250.

Mesmo tendo sofrido uma lesão muscular no início da temporada, o jogador esteve à disposição em 20 partidas. Ainda assim, permaneceu no banco de reservas durante os 90 minutos em 15 delas. Sua sequência sem minutos foi quebrada apenas por rápidas aparições de 11 minutos contra Valencia e Manchester City, além de uma rara titularidade diante do Talavera, pela Copa do Rei.

Sem perspectivas de crescimento no Real Madrid e ciente da importância de atuar com regularidade para manter vivo o sonho de disputar a Copa do Mundo de 2026 com a Seleção Brasileira, Endrick optou pela saída. O empréstimo ao Lyon surge, assim, como uma tentativa de resgatar protagonismo e dar novo rumo à carreira no futebol europeu.

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